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SERIA A ETERNIDADE POSSÍVEL NESTE MUNDO?

     Sê-lo-ia o mundo compatível com a eternidade?
  Digo, pois... "este mundo"!

   Navega em seu prazo a padecida e desditos'alma
     Quando será, pois o derradeiro fulgor de seus olhos?
  Ou, como já indagava o salmista:
     "Quantos dias ainda restarão a este teu pobre servo, Senhor?"
   Deste infeliz a s'expressar diante à vida com súplicas e rogos...
       Ao que suas pálpebras finalmente fecharão
  No que se acenou pela distância de seu d'aqui peregrinar
     E deste modo, se desprender de tudo... tudo... tudo...
  Seria, desta forma, su'então real libertação?

     Dias e noites que neste prazo s'escreveram... com suor e sangue
  Entre as agitações e bonanças do existir
       Até que a sombra da morte venha a pairar... sobre todos
 Mas, seria, pois por falta d'uma então piedade e misericórdia?
     Ou não seria naquel'hora sua mor expressão de amor?
  (Mesmo que a princípio contr'ela nos revoltemos!)

      Só nós é que não percebemos... ou não compreendemos:
 Deus não nos ofertou a condição de estarmos aqui... para sempre
   Não neste tempo em que se bebe o cálice das dores e misérias
     [todos os dias...!

   Firma-se o mundo, todavia, não as almas que nele desmaiam
 Ainda que viciadas s'estejam na torpeza de seu amargo sofrer
    De su'essência que em todo o tempo grita e contra a vida murmura

  Oh! Nefasta loucura, a de querermos estar nest'exilio... eternamente
   Da vida a pairar-se nos abismos d'angústia e mil  tormentos
      Ao que ninguém cuida então de ser real e verdadeiramente feliz!
 Pelo que libertar-se do mal oh! vede quanto se protela!
  E ainda pretendem estar neste mundo sob uma condição ad aeternum
      Simplesmente.... absurdo!

    E queres, de fato saber o qu'eu penso?
  Encontra-se a morte aqui por pura clemência da própria Vida
     Pois se a eternidade fosse nos dada (na conjunção a qu'estamos)
  Decerto que a maioria suicidaria (senão todos)
     Pelo que não se conseguiria viver aqui... para sempre
       [nest'escuro vale de lágrimas...!

     Mas, é obvio que ficam as lágrimas pelos que partiram
  Todavia, que ninguém s'esqueça:
     Certamente, aqui não é nossa morada... permanente
         Alguém gostaria qu'então fosse?

   Oh! Contemplemos nest'hora... este enfermo tempo!
     Olhemos desd'agora para este inferno...de mundo!

    Sua vida pode até estar "às mil maravilhas"
       Contudo, não é assim... a de todo o mundo!


                      *************************

                           07 de outubro de 2019





Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 07/10/2019
Reeditado em 07/10/2019
Código do texto: T6763428
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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