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Morfológicas fotografias

Gosto de alguém, em algum lugar,
Reconhecendo-se em meus textos.
Todos os meus textos têm alguém.
Todos eles me fazem lembrar
alguém, em algum momento,
comigo.

É como uma fotografia,
cuja cor são as letras,
e a luz, o operador
e o veículo somos nós.
E nós, também somos
os que vêem a foto
e nela se reconhecem.

Somos tudo, somos poetas.
Somos deuses ao escrever.
O mundo todo pode caber
em nossas mãos.
Abarcamos o mundo
e colocamos algo nosso nele.
E o mundo que sai daí,
já nao é o mesmo mundo.

Nós o pintamos
com as cores
que nos aprazem,
ou as cores
de que dispomos
no momento.
E dispomos
de um leque
interminável
de cores.

Se estou triste, a cor é cinza.
E que cor dou à alegria?
A alegria é amarela,
como o sol e sua força,
por que alegria
nos faz fortes
pra enfrentarmos
o cinza da dor
e o transformarmos
em vermelho
da paixão
pela vida,
pelo riso,
pelo outro.

Também podemos
nos dar o azul,
que nos acalma,
e o branco,
que nos traz paz.
O verde,
com a esperança.
Ou a esperança é cor-de-rosa?
como é cor-de-rosa
as maçãs
do rosto de Alina.

E que diremos
das cores da madrugada?
Quando outros
enveredam por caminhos obscuros,
a madrugada, envolta em trevas,
para nós, irradia luz
que na verdade,
sai de nós mesmos,
da fé que agora temos
e de estarmos,
às três da manhã,
sem sono algum.

SIMONE AVER

e
Arpejo
Enviado por Arpejo em 12/10/2007
Reeditado em 14/11/2007
Código do texto: T691364

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Sobre o autor
Arpejo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 40 anos
83 textos (3560 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 13/12/17 15:22)
Arpejo