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"Amor profano"

Um habitava as terras de baixo, o outro pouco acima ficava. Da distância, pouco importava: tocantes eram tamanhas palavras. Um embriagou-se do amor que lhe fora cantado, o outro? Bateu asas e distante voou.

Em terra encantada, a outra vislumbrava: um conto de fadas entre pedras e selvas. Já o outro: entre o arranha-céu e a flora, pouco importava o que a outra causara.

E o tempo passou, para àquela das terras de baixo encantada e apaixonada; e também para o outro, das terras de aço e do muito cansaço; ambos estagnaram no nada que os cercam, o tempo perdido e os sonhos vividos foram sucumbidos pelo híbrido da realidade, que de mordaz se fez soberana e cruel. Um estatela o outro regenera.


* Já dizia Bocage: “Ninguém ó Ninfa/ (Diz a adejar),/ Brinca comigo / Sem suspirar.” Fílis e Amor (cançoneta anacreôntica): o Amor nos faz sofrer sempre, se amamos demais e não recebemos a mesma dosagem a que destinamos à outrem, sofremos por excesso dado. Se amamos, e não somos correspondidos o sofrimento é maior. O ciúme também nos faz sofre em dobro, mas o pior dos sofrimentos (de amor) é aquele que tem na “ignorância” o seu pior algoz. Se você ama e sofre por isso, reflita. E se você faz alguém sofrer por amor, reflita ainda mais.
Anita Fogacci
Enviado por Anita Fogacci em 16/10/2007
Reeditado em 10/01/2008
Código do texto: T695985

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Sobre a autora
Anita Fogacci
Cabreúva - São Paulo - Brasil, 45 anos
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Anita Fogacci