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Transbordamentos hemorragicos do ordinário (sem qualquer conotação negativa).

Uma criança brinca ma sala quando seis ouvidos, que funcionam bem,  não escutam os sons do portão se abrindo e da moto estacionando.

A criança, uma menina por sinal, continua a brincar mas, ouve um barulho com seus ouvidos. Agora não só escuta, também os percebe, sinais de alerta chegam ao cérebro. Duas batidas na porta.

Sem medo algum do desconhecido, o cérebro recheado de inocência aciona a linguagem. Vamos fazer uma pergunta, qual é a resposta para o toc toc mesmo?
: "-Quem é?"

O pai da menina criança, sem analisar todo o ocorrido muito bem ri respondendo: "-Sou eu!" e abre a porta para confirmar isso a ela.

Ao entrar tira o casaco e deixa sobre o sofá da família, mas não tira os sapatos. Vai de encontro a menina criança sua filha e abraça apertado de carinho. Beija suas bochechas com força, a mais esperada hora do dia ordinário.

O pai anda mais um pouco pelo lar e encontra uma mulher que com seus ouvidos que funcionam bem tinha escutado o portão, o toc toc e a resposta da sua filha. A mulher riu ao ver o homem, lembrando da resposta que ele acabara de receber.

O homem a abraça e a beija com força, a hora mais esperada do dia ordinário, numa lar ordinário, numa família ordinária. Nunca o ordinário foi tão extraordinário.


Tata que leu
Enviado por Tata que leu em 02/07/2020
Código do texto: T6994515
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Tata que leu
São Paulo - São Paulo - Brasil
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