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A quem interessar possa...

Você olha e diz que sofre,
Por estar-me vendo sofrer,
Seus olhos marejam pena,
Sua face transborda raiva,
Seus pulmões respiram nada,
Suas noites nunca dormem;
Embora eu também não durma,
Embora não beba água,
Embora não tenha fome,
Embora,tudo foi embora;
Você continua assim,
A olhar-me inconstante,
Quando agora só resta de mim,
Uma caveira ambulante,
que perambula medonha,
pelas belíssimas ruas de París;
Ilusão por toda parte,
Solidão em cada móvel,
E uma cruel esperança,
De ser fênix em outra vida;
No diário de uma paixão,
Está escrito "Quem sabe?",
Está escrito "talvez",
E talvez um dia acabe;
Mas quem sabe um dia olhes,
E tenhas o que chorar,
Talvez a tua face tenha,
um dia,o que expressar;
pede-me para achar a porta,
Quando nem existe casa,
Pede-me para ficar de pé,
Quando nem existe chão,
Se sofres ao ver-me por fora,
Que bom que não podes ver,
Como está meu coração.
Senão morrerias logo,
Num vapor esfumassante,
Que bom que não existe olho mágico,
que bom que não existe intuição.
Fernanda Valencise
Enviado por Fernanda Valencise em 25/10/2007
Reeditado em 25/10/2007
Código do texto: T708911

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Sobre a autora
Fernanda Valencise
Recife - Pernambuco - Brasil, 39 anos
100 textos (3030 leituras)
3 áudios (77 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 12/12/17 15:02)
Fernanda Valencise