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Metáforas despidas

Gosto das poesias manchadas de solidão. Dessas tintas que escorrem versos das perfurações nos veios das inspirações. Saudade, sempre é sem saber, e se faz no amanhã. O hoje veste o traje que se tem e sem cerimônias apenas se deixa surpreender.

Tantas canções se dão no silêncio do olhar, que as contemplações solfejam felicidades. Há um sol que se desdobra nas quinas da manhã e invade o dia em luz, para depois se despedir acenando crepúsculos e pincelando estrelas. A vida acontece incessante, enquanto as dobradiças do tempo rangem no abrir e fechar de portas de cada dia e noite.

Gosto das alegrias verdadeiras derivadas da simplicidade, parindo sorrisos na cara das pessoas. E das sutilezas de dias sem nada para fazer, apenas para que o descanso seja condecorado com novas vitalidades.

Há tristezas por todos os cantos, mas os dias mornam esperanças para um mundo melhor. As essências vazam dos frascos quebrados. Nos cacos de muitas pessoas, alguns reflexos mostram outros seres insensíveis às angústias alheias. Não é atoa que as poesias manchadas de solidão, são nítidas de sentimentos e reflexões, porque as dores certamente já latejaram cada qual por uma razão.

Gosto das metáforas despidas no chão, procurando vestes para a prosa fazer-se poética.





Takinho
Enviado por Takinho em 30/03/2021
Reeditado em 31/03/2021
Código do texto: T7220008
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Takinho
Capela Nova - Minas Gerais - Brasil, 43 anos
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