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Parei em frente àquela porta, das memórias de um tempo que se foi escapando do meu corpo.
Parei e o puxador gasto e cansado de tanto lhe baterem lá estava, inerte, como um amor que um dia parou, gasto e cansado de tão pouco estimulado.
Pareceu-me, no entanto, que estava alguém para lá da porta, aproximei-me com as mãos frias da porta velha e do puxador gasto e e cansado, já quase sem tinta.
O coração bateu algo desgovernado, apesar das juras de silêncio, das fugas prudentes, da ausência de tudo.
Para lá daquela porta, do puxador que tantas vezes peguei e do sorriso com que tantas vezes me encantei, estavas tu.
E ainda fomos a tempo de entrar numa aventura, nova, de sentidos mais apurados, para a loucura, para a rotina do normal, para a viagem simples e duradoura das nossas vidas!
Sem sonhar, talvez sem querer, sem nunca fazer para o merecer, apenas o fizemos acontecer e hoje moramos um dentro do outro. 


*tela de Salvador Dali
Manuel Marques
Enviado por Manuel Marques em 25/11/2007
Reeditado em 11/11/2008
Código do texto: T751646

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Sobre o autor
Manuel Marques
Espanha, 45 anos
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Manuel Marques