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[A Poética das Águas: Sem Entender]

[O pensamento, diz o grego, é um passeio do espírito...]

Se penso em certas tramas do tempo,
algumas profundezas me espantam;
atônito, sem nada sem entender,
eu pergunto:
por que, por que,
num rasgo de escuro ímpeto,
maquiar um cadáver?

Caronte nem exige tanto,
requer apenas um óbolo...
Em tempo: como se sabe,
sem Caronte e sua barca,
não há o inferno...

Mas pior: por que, indago ainda,
maquiar [o cádaver] do Passado?
se o vinco dos nossos erros
jamais será apagado?

A vida futura nos pede passagem,
ao Passado, paguemos apenas e tão-somente
o óbolo devido, nem mais, nem menos!

[A conexão entre ideias nem sempre é fácil...]

[Penas do Desterro, 29 de novembro de 2007]
Carlos Rodolfo Stopa
Enviado por Carlos Rodolfo Stopa em 29/11/2007
Reeditado em 22/04/2012
Código do texto: T757702
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Carlos Rodolfo Stopa
São José dos Campos - São Paulo - Brasil
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Carlos Rodolfo Stopa