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MADRUGADA SAUDOSA.

        -  07-12-07 -

 

 

 

Luzbel,

   

          (O nosso amor hoje faz aniversário)

 

 

Os teus olhos verdes me espiam dentro dessa madrugada, enquanto isso, o sereno cai lentamente aspergindo com o seu brilhante  cristal líquido as  frias pétalas.

Nesse momento, chove em meu coração solitário em obstinadas lembranças, as frias corolas dos teus lábios avermelhados de doce romã.

Tudo agora é devorado por essa fria distância, somente o meu amor permanece quente te desejando a toda hora.

Logo em seguida vai despontar a aurora, ela virá enfeitada numa manhã cheia de névoa, e  eu temo que ela ainda venha me encontrar  cheio de saudades de ti.

Agora, eu lembro que tu saciaste a minha sede, tu mataste a minha fome que era hiante de amor, tudo porque ó amada, tu foste o fruto doce que eu soube colher pelos caminhos da minha vida.

Ó Minha Linda, eu não sei como tu pudeste me conter em teus jovens braços, agora, eu te convido para pintares com as cores do verão, esse crepúsculo que se aproxima dos meus tristes olhos cansados.

Ouço ao longe o tropel das ondas e sinto que nessa hora, o cinturão azul e ruidoso do mar, aperta cada vez mais as minhas saudades.

Nos albores dessa madrugada, surge  do nada,  uma gaivota no horizonte que voa em minha direção, para bicar, sem dó, as minhas tristes saudades dos teus  lindos olhos verdes.

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 07/12/2007
Reeditado em 07/12/2007
Código do texto: T768054
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
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Eráclito Alírio da silveira