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ME JOGUE NO FOGO E NÃO NA ÁGUA (adágio popular)

ME JOGUE NO FOGO E NÃO NA ÁGUA (adágio popular)

Aprendemos desde longeva infância, que um sapo gosta da água, e foi com base nesse adágio popular que vimos o brasileiro ser iludido por promessas vãs, que ocultavam os reais pensamentos do sapo prometido à morte com tortura, pela vontade de seu algoz, que errou na sentença pois estava irritado e por também achar que assim estaria em estado de felicidade, aceitando a proposta.

E assim, percebemos que existem seres que se camuflam ou expressam palavras desconexas, com o puro intuito de disfarçar o que realmente pretendem ou pensam em atingir, se aproveitando da alegria, ou da tristeza, que prometem ou decidem nos momentos impróprios, pois podem verbalizar pela língua traiçoeira, que sob o ardor da
pimenta que irrita não só a língua, mas trai o nexo causal que deve pautar as palavras que decidem o rumo da batalha, e fazem com que a vida ou a morte sejam escancaradas à sorte, já que a estratégia de foi.

Por isso, devemos nos guardar da agonia e destempero, da ânsia desmedida, que nos rouba a lucidez, para que o discurso do tribuno seja autêntico e fiel aos resultados que se almeja, pois senão o calar será sempre a momentaneamente melhor resposta, pois dela poderá o sapo escapar, pois não soubemos avaliar os resultados de cada circunstância, que pode forjar um natimorto ou um velho sábio que soube o tempo certo de falar ou de calar.

Vivemos tempos intranquilos, que se assemelham aos momentos de rupturas de estilos ou de domínios dos impérios, em que as angustias sociais são facilmente manipuláveis, trazendo avanços ou retrocessos de modos de convívio entre os povos e seus indivíduos ou subgrupos políticos e sociais, onde alguns mais ousados se aproveitam de todos os momentos do ser ou do estar, para explorar gananciosamente os possíveis momentos de felicidade, tristeza ou irritada loucura, da qual todos temos um pouco, senão um eventual quantitativo para as atitudes bestiais, que levam de rodo o mundo a momentos de abismo, nos ciclos de trevas que já atingiram a humanidade em diversos momentos de sua breve história.

Cansados de tanto sofrer, nem mesmo sabemos o que esperar pela frente, como um cego que também é insensível ao calor, e fica sem saber para onde nasce ou se põe o Sol, pois não o vê e nem o percebe, só sofre pela dependência de se deixar guiar por quem não se pode nem mesmo confiar, por não ter exemplos concretos a ofertar, que justifique a esperança renascer.


Publicado no Facebook em 11/12/2018
Poeta Braga Costa
Enviado por Poeta Braga Costa em 06/04/2020
Reeditado em 06/04/2020
Código do texto: T6907977
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Poeta Braga Costa
Jequié - Bahia - Brasil, 56 anos
758 textos (4166 leituras)
6 áudios (93 audições)
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Poeta Braga Costa

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