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Quem tem medo do Minotauro?

   Por que tudo passa, e não haveria porque o tempo ser diferente. O amadurecimento de cada um de nós sempre chega. A transição da infância para a  adolescência, dessa para a fase adulta, e por fim a velhice. Cada qual com seus acontecimentos característicos. A pauta hoje porém, é a adolescência, mas especificamente por volta dos 17 anos: a escolha profissional.
   As nossas brincadeiras de faz-de-conta sempre, ou quase sempre, eram situadas em um futuro distante onde já dirigíamos, pagávamos contas e trabalhávamos. O mais interessante é que não importava qual a profissão da brincadeira, ela sempre era mágica e fascinante. Ah, bons tempos quando a realidade ainda não havia chegado. Mas, ACORDE! Você tem 17 anos e precisa decidir o que vai fazer para o resto de sua vida.
   Não tenho medo de usar termos como “toda a vida” já que é apenas a verdade (nua e crua, sim, ela tem te atingido mais vezes do que você gostaria). A magnitude da escolha profissional é tão gigantesca que terá conseqüências catastróficas de escala universal se você não fizer a escolha certa: você pode perder anos da sua vida na faculdade errada até você perceber que aquilo não te agrada; você pode perder anos da sua vida até você descobrir o que quer; ou ainda pior, escolher algo que te faça miserável e infeliz e você sequer trocar de profissão já que esta é a situação mais confortável e segura .
   O cenário que pintei te aterroriza demais? Caso não, sinta-se abençoado por saberes o que queres da vida pois pelo menos 70% dos estudantes nesta fase da vida ainda não sabem o que querem ou não têm certeza ainda se o que escolheram é certo. Por mais maduras que sejam as cabecinhas de alguns poucos, a escolha profissional pode ser um labirinto do Minotauro para a maioria. Mas, para aqueles que ainda têm um ano pela frente até o vestibular, brincar de ser criança pode ser a melhor solução, e por incrível que pareça, a mais sã de todas. E ai, quem quer brincar de médico?
Stephanie Correia
Enviado por Stephanie Correia em 26/03/2007
Reeditado em 07/04/2007
Código do texto: T426900
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Sobre a autora
Stephanie Correia
São Paulo - São Paulo - Brasil, 29 anos
71 textos (3490 leituras)
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Stephanie Correia