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S.O.S - PAÍS - RAIZ - VALORES...

Já estava ficando tarde, o sol se pondo, mas aquele menino estava lá, brincando naquela terra areosa, distraído e ao mesmo tempo concentrado, estava fazendo algo muito importante.
Eu estava ali de passagem, pesquisando aquele lugar, a origem, costumes, daquele povo que vez se fala, mas pouco se conhece, os povos indígenas.
Cada detalhe, tudo muito rico, primoroso e maravilhoso contemplar, toda a forma e maneira de vida, que ainda se mantem viva, em meio a tantos descasos e perseguições a esta nata raiz brasileira.
No observar desta tarde, meus olhos fixaram na inocência...infância de sonhos, primor da vida, nesta terra tão longinquara, perdida, mas, ao mesmo tempo, guardada, todo o primor da mais pura simplicidade, natural, natureza.
Lá estava um indiozinho, garoto esperto, aprendera muito e aprende tudo muito rápido, tudo que faz no seu rosto se vê, seriedade, intensão de cumprir o seu intento, no mais bem feito e perfeito trabalho de seu brincar, tão real e especial.
Num juntar de tudo, folhas, pauzinhos, pedrinhas, matinho, concha... sei lá, não dá para entender, o que está a fazer. Mas está compenetrado, fazendo buraco no chão, perfeitamente redondo, numa habilidade...
Vez e outra olha para mim, como que para ver se ainda estou olhando, mais parece que está querendo que eu fique ali, só para ver o término da sua obra, mas o que será que ele está fazendo?
A tarde indo rápido, uma brisa quente vem ao nosso encontro, outros índios a cantarolar do outro lado, nada entendo, só observo.
Quando retorno para olhar o menino, ele já não estava mais sozinho, tinha uma menina menorzinha com ele, toda sorridente, pele morena, olhos meios puxados, cabelo lisinho com franjinha, linda indiazinha, parecem irmãozinhos, pois eles tem as mesmas características.
Ele terminou o seu trabalho rapidinho, colocou algo dentro daquele pequeno buraco que fez e cobriu com as folhas, parecia que tinha feito um forno para assar, ou um lugar para guardar algo, não sei, só sei que terminaram...
Vieram até a mim e me puxaram para ir até o lugar onde todos estavam reunidos, os adultos estavam cantando, como um ritual, as crianças estavam muito felizes, sentadas no chão, a noite já estava sobre todos e estavam na dependência do clarear da lua e da fogueira.
Por mais simples que tudo seja, não tão natural, pois a cidade trouxe muitas mudanças ao povo, em utensílios, roupas, alimento... Mesmo em em meio a tudo, ainda podemos observar, o quanto presam seus ideais, costumes, suas origens...
Vejo o quanto são unidos e organizados, o quanto presam os valores da vida e do viver saudável, o quanto são felizes ou pelo menos tentam ser e manter a harmonia na aldeia, lar de seus antepassados e futuras e vindouras gerações...
Até quando? Não se sabe, mas nunca desistem de manter a ordem, defender sua cultura e suas raízes, por isso, ainda existem, por isso ainda temos uma história!

Glaucia Amaral

07/06/18





Glaucia Amaral
Enviado por Glaucia Amaral em 07/06/2018
Código do texto: T6358358
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Glaucia Amaral
São Paulo - São Paulo - Brasil
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