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O Amazonas no Tempo dos Nerys.

Nos princípios do século XX havia em Manaus um diário noticioso e político sob o nome de Quo Vadis?
A folha, que era o diário da manhã, tinha seu endereço a Rua Eduardo Ribeiro, 49, e numa noite do mês de junho do ano de 1903 um incêndio lambeu a redação do Quo Vadis?
Foi, segundo averiguação um incidente casual, porém, como o jornal era politicamente alinhado aos Neris e Constantino na época Senador que cultuava uma politica agressiva em relação aos seus opositores, sendo avisado no Rio de Janeiro onde se encontrava viu nisto oportunidade de tirar proveitos para seu clã e quando Silvério passou-lhe a notícia por telefone; pois diga lá mano, que a redação do Quo Vadis incendiou-se, por acaso e não de propósito.
Constantino retrucou; - Aqui não pega esta broma, é preciso que arranje outro, mano!
Enquanto isto jornalistas prós e contras debatiam-se na onda do sensacionalismo extraído de um fato dos mais inocentes daquela faustosa e provinciana cidade.
Pedrosa exclamava pesaroso; - É isso! não se pode ser independente em Manaus! Incendiaram o Quo Vadis? É uma vergonha!
Vicente Machado tentando apagar as chamas exploratória dizia; foi um acidente, meu caro, um lampião de querosene que....
Pedrosa interrompendo bradava; - qual lampião, nem meio lampião!
-Isto foi pretexto para o Nery pregar uma lamparina na oposição!

Referencias; O Malho. Rio de Janeiro 20 de junho de 1903.
Barbosa de Freitas
Enviado por Barbosa de Freitas em 11/06/2018
Código do texto: T6361779
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Sobre o autor
Barbosa de Freitas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 62 anos
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/06/18 19:06)