A INFÂNCIA É UM TEMPO DE MUITA FELICIDADE

Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2018.

A felicidade varia de uma pessoa para outra. Nessa vida e nesse mundo. Para alguns basta pouco. Mas para outros, quanto mais, melhor. E isso é independente da origem de cada um de nós. Porque há pessoas abastadas que almejam pouco, enquanto que outras, de origem humilde, não se contentam com nada, querem sempre mais e mais.

E quando me lembro da minha infância, tempo de pobreza e limitações, quando chegava a época de Natal, não tinha praticamente com o quê se contentar. Os brinquedos presenteados eram coisas de uma simplicidade sem tamanho.

Quase sempre pegava carona nos brinquedos dos coleguinhas, aqueles que os pais tinham uma melhor situação financeira, ganhavam brinquedos mais elaborados do que eu recebia dos meus. Mesmo naquela época que não haviam tantos brinquedos como existem nos dias atuais.

Uma bicicleta, por exemplo, nunca fui presenteado com uma quando era criança. Vim adquirir a primeira já com idade de dezoito anos, comprada com o meu próprio suor. Mas isso, felizmente, nunca foi motivo de choque ou desespero. E nem chegou a influir e nem a influenciar a minha personalidade.

Mas lembro-me, um tanto vagamente, quando fui eu e meu irmão um ano mais novo, numa loja de brinquedos no bairro de Madureira, levados que fomos por meu padrinho. E ao entrar na loja, deparei-me com um par de revólveres, daqueles usados pelos cowboys nos filmes americanos, o que despertou-me sobremaneira a vontade de possuí-los. Mas tinha que contar com a aquiescência desse padrinho, para consegui-lo. E, felizmente, ele concordou e o comprou para mim.

Nessa época devia ter oito ou nove anos de idade, no máximo. Mas nunca esqueço a felicidade que tive ao receber tal presente. Essa época tudo era mais difícil do que é nos dias atuais.

Mas a minha geração sabia confeccionar seus próprios brinquedos. A começar pelas pipas. Também havia os carrinhos de rolimãs, que eram feitos com madeiras e as famosas rodas de bilha. Bastava existir uma ladeira na vizinhança e a diversão estava feita e pronta. E todos se divertiam a valer. Fora as ralações que conseguíamos em se esfregar no solo depois de uma queda do carrinho. Mas isso não nos tirava a vontade de continuar a brincadeira.

Não há como comparar essa época com a atual. As sensações são diferentíssimas. Seria até leviano dizer que nossos tempos de criança eram melhores dos que os de hoje. Como também os garotos de hoje não podem dizer que seus tempos são melhores do aqueles. Cada tempo tem a sua história.

Aloisio Rocha de Almeida
Enviado por Aloisio Rocha de Almeida em 10/09/2018
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