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"MINHAS HISTÓRIAS FANTÁSTICAS VERDADEIRAS" por GÉSNER LAS CASAS = RETALHOS D'ALMA & ESTOU EM CHAMAS =

"MINHAS HISTÓRIAS FANTÁSTICAS VERDADEIRAS"
                       por GÉSNER LAS CASAS
                   = RETALHOS D'ALMA & ESTOU EM CHAMAS =
"BANANAS MADURAS"
 “SE VOCÊ É CÉTICO OU SIMPLESMENTE UM INCRÉDULO MATERIALISTA, AFEITO AS COISAS PALPÁVEIS E, QUE SE RESUMEM AOS ACONTECIMENTOS QUE PODEM SER MATERIALIZADOS AOS OLHOS HUMANOS, DIANTE DE APARELHOS FOTOGRÁFICOS E FILMADORAS, ENTÃO PENSE QUE ESTE RELATO É UMA FICÇÃO DE MINHA MENTE TREINADA PARA ESCREVER SOBRE FATOS FANTASIOSOS E FENOMENAIS DO MUNDO DE NOSSA IMAGINAÇÃO”
 UM DIA QUALQUER ENTRE OS ANOS DE 1942 E 1947, ANDANDO PELAS MATAS DE UM DOS RIOS DE DOIS CÓRREGOS, JUNTO À  CACHOEIRA DA COMPANHIA PAULISTA DE ESTRADAS DE FERRO, REPENTINAMENTE UMA IMAGENS ESVERDEADA VOLÁTIL, SEMELHANTE A DE UM SER HUMANO GIGANTESCO SE FIXOU A UNS DOIS OU TRÊS METROS A MINHA FRENTE FAZENDO CESSAR A LEVE BRISA QUE AMAINAVA O INTENSO CALOR ENTRE AS ÁRVORES ALTÍSSIMAS AO DERREDOR DE UM TRONCO DE MANGUEIRA SEMI-SECA, ONDE HAVIA UMA TOCA DE CORUJA COM FILHOTES AGITADOS PEDINDO PARA SUA MÃE OS ALIMENTAR. A FIGURA ESVERDEADA E VOLÁTIL DEU UMA VOLTA SOBRE SI MESMA E, TERMINOU POR SE MATERIALIZAR EM UMA ENORME BANANEIRA COM UM GRANDE CACHO DE BANANAS QUE AMADURECERAM INSTANTANEAMENTE DIANTE DE MEUS OLHOS ARREGALADOS. SILENCIOSAMENTE A ENORME CORUJA MÃE CINZENTA ALÇOU VOO E, ARRANCOU UMA PENCA DAS FRUTAS AMARELINHAS PINTADAS COM MANCHAS MARRONS ACAJU E, QUE PERFUMAVAM O AR COM SEU ODOR ADOCICADO. EU, PESSOALMENTE JÁ ME SENTIA FAMINTO, O QUE ACIRROU MEU APETITE DE GAROTO MAU ALIMENTADO E ACOSTUMADO EM DESFRUTAR DO BANQUETE OFERECIDO PELA NATUREZA INTERIORANA. ÀS VEZES O SABOR DE UMA BOA FRUTA MADURA ATÉ HOJE ME FAZ LEMBRAR A BANANEIRA FANTASMA QUE, DESAPARECEU TÃO LOGO EU E MEU AMIGO IMAGINÁRIO NOS AFASTÁVAMOS, VOLTANDO NOSSAS CABEÇAS PARA OBSERVAR E, MARCAR SUA LOCALIZAÇÃO PARA UMA COLHEITA FUTURA, A BELA  E CARREGADA BANANEIRA SE VAPORIZOU DIANTE DE NOSSOS OLHOS ESTARRECIDOS PELA SURPRESA. ATREVI-ME A CONTAR SOBRE A BANANEIRA FANTASMA PARA FAMILIARES E ALGUNS AMIGOS MAIS ÍNTIMOS, NO QUE FUI CHAMADO DE MENTIROSO POR NUNCA MAIS TÊ-LA ENCONTRADO LÁ NAQUELE LOCAL, NA MATA COM ÁRVORES ALTAS E MUITOS CIPÓS, APENAS HAVIA UMA PEQUENA CLAREIRA COM UM BURACO PROFUNDO COM FOLHAS SECAS E, ÚMIDAS PARECIDAS COM AS DE UMA BANANEIRA MORTA QUE ATERRA CONSUMIA LENTAMENTE.
GÉSNER LAS CASAS
RADIALISTA, ARTISTA PLÁSTICO, COMENDADOR DE TOBIAS DE AGUIAR & JORNALISTA
GÉSNER LAS CASAS
Enviado por LAS CASAS em 16/04/2019
Código do texto: T6624525
Classificação de conteúdo: seguro
LAS CASAS
Enviado por LAS CASAS em 16/04/2019
Reeditado em 16/04/2019
Código do texto: T6624525
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
LAS CASAS
Marília - São Paulo - Brasil, 78 anos
849 textos (9908 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/04/19 11:00)
LAS CASAS