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Democratização do acesso ao cinema no Brasil. ENEM 2019.

          Por Claugildo de Sá. Professor de Histórias, Escritos Amador e Bacharelando em Direito.

              Quando fazemos uma retrospectiva histórica; há de se combinar que o acesso ao cinema no Brasil não se dá mais na sua totalidade como antigamente; infelizmente, com o advento dos meios de comunicação de massa, os grandes telões que se monta em sua própria casa, com o surgimento do "Data Show" e outros meios de acessos, propicia as famílias um cinema igual. Isto também se torna cômodo, aliada as constantes violências nas ruas do nosso país.
             Outro fator que deve se considerar quando falamos da falta de acesso ao cinema, é a grande distância das pessoas para frequentar esse tipo de ambiente. Isso só será possível com a interiorização das salas, como quando existiam as cinematecas nas décadas de 70 e 80, que podem até mesmo serem montadas nas escolas públicas e particulares de ensino do Brasil, bem como o grupos de teatros e outros. Muitas dessas salas, infelizmente, se encontram desativadas pelo interior do Brasil.
           É importante salientar que os meios tecnológicos não chegaram ao alcance de todos, e para que haja essa interação maciça da população com essas tecnologias, faz se necessário, investimentos em lazer; que propicie a interação social, fora do ambiente familiar, ou até mesmo fora das influências ruins das ruas, onde cada vez os jovens se infiltram, e acabam no mundo obscuro da marginalidade.
         Interiorizar o cinema é sem dúvida uma política pública de grande valia na sociedade atual; é fazer reavivar a cultura, trazer os atores sociais para o meio, proporcionando-lhes momentos de prazer na companhia de pessoas as quais tem afinidade, e quando também terão a oportunidade de conhecer novas pessoas fora do meio em que vivem, para sentir o diferente, o comportamento, a esperança e o comportamento.
          Muitas pessoas nunca foram ao cinema,  não pelo fato de não terem condições sociais de comprar um bilhete e assistir um lançamento de um filme; mas, em decorrência da distância, pois os cinemas na sua maioria estão instalados nos centros de compras das grandes e médias cidades brasileiras.
          A valorização das artes trás as pessoas vulneráveis a possibilidade de enxergar no teatro, na dança, nas cinematecas, a possibilidade de sair do mundo das drogas ou não chegar a entrar nela.
      As oportunidades de educação cultural são mínimas  nos interiores do nosso país; restringindo apenas a Educação física (futebol), ou bares; o que talvez propicie tamanha desesperança na formação humana.
          Como único lazer, presenciamos reunião coletiva para assistir apenas futebol, em telões montados em bares, o que estimulam sem dúvida a interação também com o álcool, drogas e demais entorpecentes. Não é o caminho para a nossa juventude.
Gildo de Sá
Enviado por Gildo de Sá em 04/11/2019
Código do texto: T6787164
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Sobre o autor
Gildo de Sá
Palmópolis - Minas Gerais - Brasil, 41 anos
8 textos (135 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 14/11/19 13:22)