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0008 – Minha História – SÃO PAULO (SP) – SÃO LUIZ (MA) – FEIRA DE SANTANA (BA) – ANCHIETA (ES) – Vol. 08 de 13

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0008 – Minha História – SÃO PAULO (SP) – SÃO LUIZ (MA) – FEIRA DE SANTANA (BA) – ANCHIETA (ES) – Vol. 08 de 13
Autor da Biografia — FERNANDO MARINS LEMME — https://www.marinsartedigitalredacoes.com.br
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Gênero & Título do Trabalho = Minha História – SÃO PAULO (SP) – SÃO LUIZ (MA) – FEIRA DE SANTANA (BA) – ANCHIETA (ES) – Vol. 08 de 13
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Número de SEQUENCIA do Trabalho = 0008
Ano que FOI FEITO o Trabalho = 20 de NOVEMBRO de 2019
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MARINS ARTE DIGITAL REDAÇÕES — Passatempos de Educação e Dissertações
— Textos Dissertativo ou Narrativo, conforme minha interpretação dos livros que li, lendo, futura leitura, e Autobiografia, e outros trabalhos que tenho, além de CURINGAS DA COZINHA, – Receitas da Família Marins & Lemme, além de outras de Chefes renomados da Cozinha Brasileira e Italiana.
— Este blog é um projeto educativo de sucesso, onde todos respeitam a individualidade a importância do perfil para melhor aproveitar o que eu me proponho em benefício de alunos, é uma prioridade, com intuito de divulgar informações sobre dissertações que escrevo. Mas acima de tudo é o espaço onde os alunos sentem-se valorizados sem desistência, acreditando na base essencial de auxílio com aprendizagem de sucesso. É uma lida sem fins lucrativos, permitindo-me desenvolver um robe sobre a educação.

Todas postagem que não é de minha autoria, Sempre constará “O NOME DO AUTOR” – “ENDEREÇO” e “DATA DE ACESSO”.

Cordialmente
Fernando Marins Lemme
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Pesquisa e Formatação de FERNANDO MARINS LEMME
Cidade: ANCHIETA — Estado: ESPÍRITO SANTO — País: BRASIL
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MEU BLOG: BLOG WORD PRESS
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0001 – Minha História – QUEM É FERNANDO MARINS LEMME – Vol. 01 de 13
0002 – Minha História – MEU NASCIMENTO (RJ) & INFÂNCIA (Petrópolis – RJ) – Vol. 02 de 13
0003 – Minha História – CONTATOS COM MEU ANJO DA GUARDA – Vol. 03 de 13
0004 – Minha História – VIAGEM AO CHILE & PRIMEIRA NAMORADA – Vol. 04 de 13
0005 – Minha História – SAÍDA DE PETRÓPOLIS (RJ) & KATHARINE MEU GRANDE AMOR (SP) – Vol. 05 de 13
0006 – Minha História – EXPERIÊNCIA MILITAR & VIAGEM A EUROPA – Vol. 06 de 13
0007 – Minha História – VIAGEM COM MEU ANJO DA GUARDA – Vol. 07 de 13
0008 – Minha História – SÃO PAULO (SP) – SÃO LUIZ (MA) – FEIRA DE SANTANA (BA) – ANCHIETA (ES) – Vol. 08 de 13
0009 – Minha História – VISÕES DE MÃE APÓS SEU DESENCARNE – Vol. 09 de 13
0010 – Minha História – MORTE DA ELIZABETH – Vol. 10 de 13
0011 – Minha História – CHEGADA & VIDA EM ANCHIETA (Espírito Santo) – Vol. 11 de 13
0012 – Minha História – OS CÉUS ME TRANSMITEM A ASPROANI – Vol. 12 de 13
0013 – Minha História – HOSPITAL VETERINÁRIO DA ASPROANI – Vol. 13 de 13
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Biografia de Fernando Marins Lemme

Era Junho de 1974, estava com 22 anos, período estava a procurar um trabalho, em alguma construtora, após um mês, quando resolvi aceitar um trabalho temporário, foi quando surgiu uma oportunidade de trabalhar em uma empresa de nome INTARCO BRASIL GERENCIAMENTO E PROJETOS DE ENGENHARIA LTDA., uma multinacional comandada por chineses e holandeses, lá trabalhei pelo período de seis meses, fazendo um detalhamento de um hospital para construção em Goiás, e no final do projeto, fui dispensado. Mas para minha maior felicidade, bons contatos haviam feito, e um desses contatos foi convidado a trabalhar em um escritório de arquitetura, que por incrível que possa parecer, fui trabalhar na Avenida Paulista, a dois prédios de distância daquele que se dizia ser meu padrinho, mas depois da conversa que teve com mamãe, ele sossegou, parando de me perseguir. Assim pude trabalhar sossegado, esta empresa chamava-se ARQUISERVICE – ARQUITETURA PLANEJAMENTO E CONSTRUÇÕES S C LTDA-ME, que estava iniciando suas atividades e estava situado no Bairro Itaim Bibi, em São Paulo, um belo e aconchegante bairro comercial, o nosso escritório estava situado no último andar de um determinado prédio, cujo único inconveniente, era estar situada precisamente na rota de aviação, pouso e decolagem de um aeroporto comercial e apenas rota de decolagem de um aeroporto militar, as janelas eram especiais, equipadas com vidro triplo intercalado com um determinado material antirruído, a fim de amenizar o som externo, que era de tal volume, que superava o tradicional trânsito “infernal” desta grande cidade, Os aviões comerciais, tanto quanto os jatos “caças” militares (que passavam com a maior potência dos motores, para conseguir uma boa decolagem), estes passavam a uma distância aproximadamente de dez a quinze metros de nossas cabeças, as janelas diminuíam muito; inclusive eu cheguei a ter um problema no Tímpano, devido ao ruído; mas mesmo assim, o barulho era muito inconveniente, sem contar com a trepidação que sacudia o prédio todo. Lembro-me perfeitamente, como se fosse hoje. Quando eu estava a desenhar, preferia trabalhar com minha prancheta a um ângulo de vinte e cinco graus, mas devido a esta trepidação, éramos obrigados a trabalhar com as pranchetas em posição horizontal e assim mesmo, quando passava os jatos da Força Aérea Brasileira, a trepidação provocava a queda de tudo o que não estavam, presos, principalmente nossas canetas, que era de propriedade individual, “STAEDTLER (STAEDTLER MARS GMBH & CO. KG — É UMA EMPRESA ALEMÃ DE INSTRUMENTOS DE ESCRITA FINA E FABRICANTE E FORNECEDOR DE INSTRUMENTOS DE DESENHO PARA ENGENHARIA)”, por ser de melhor qualidade, e por seguinte, o trabalho saia com maior perfeição, mas sempre que caiam, principalmente quando não dava tempo de colocar as tampas, era prejuízo na certa, pois caia e quebrava danificando os “bicos das penas das canetas para desenho a nanquim”.
Nesta empresa, trabalhei por quase dez anos, aonde cheguei a chefiar um escritório que estavam sob a minha orientação, três arquitetos, dois engenheiros, e diversos desenhistas, pois fora admitido no cargo de DESENHISTA PROJETISTA DETALHISTA NA ÁREA DA ARQUITETURA E INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS E ESPECIAIS E DESIGNER MECÂNICA.
Eu era uma pessoa muito orgulhosa, e prepotente, quando alguém pensava em me repreender, mesmo que fosse para o meu crescimento espiritual e profissional, já tinha uma resposta pronta, isso me fez perder muitas e excelentes oportunidades na vida, outro grande defeito que eu tinha, era que nunca economizava dinheiro algum, nada poupava, olhava, gostava e comprava, mesmo que depois eu os descartava e se a situação financeira apertava, bastava uma ligação para minha mãe, que imediatamente era depositado em minha conta, sempre o valor superior ao que eu pedia sem ela perguntar o porquê e para que, mas o que não imaginava, era que muitas das vezes ela se privava das coisas, geralmente, importantes, para que eu nunca passasse necessidades.
Sempre fui vaidoso, para comigo mesmo, jamais vestia uma roupa, não estivesse passada ou pelo avesso ou pelo lado direito mas, hoje, Graças ao Bom Deus, não sou mais assim, pois me visto mais para cobrir meu corpo de homem, vaidade eu, não a tenho mais, principalmente agora que moro sozinho em companhia de minhas gatas [Felinos], e minhas cadelas. Certo dia, que estava sem serviço, aguardando os arquitetos a fecharem um novo contrato.
Lembrei-me da viagem que fizera com meu Anjo da Guarda, e simultaneamente, passou em minha mente um “pequeno filme”, desde o meu nascimento até hoje, e analisando friamente, percebi quantos erros, havia praticado, consciente e inconscientemente, além do mais, nessa época estava em final de racionamento afetivo de algum tempo, estava triste e “ferido”, pois havia descoberto que minha “namorada, a Rúbia”, uma loira linda e carinhosa, estava vivendo uma dupla vida, uma dupla paixão, e nesse requisito, ainda sou “extremamente egoísta”, não gosto e não aceito esse tipo de racionamento, mas como meu amigo e protetor espiritual, o Meu Anjo da Guarda, sempre me ensinou, e sempre que consigo o ouvir, ele “bate sempre nesta mesma tecla”, PERDOAR, PERDOAR SEMPRE E PRINCIPALMENTE SEM NUNCA GUARDAR MÁGOA, pois este é o melhor e mais eficiente dos remédios, pois afinal ele foi receitado pelo “Médico dos médicos”, e desta maneira estava tentando aprender e colocar em prática este poderoso remédio.
Meus companheiros, me vendo triste, silenciosamente começaram a articular, sem o meu conhecimento, compraram uma revista com endereços de pessoas que procuravam diversos tipos de relacionamentos afetivos e para sexo, fizeram uma seleção, e uma relação e começaram a escrever cartas em meu nome, para diversas moças, espalhadas pelo “Brasil afora”, colocaram no correio e ficaram quietos, (Afinal nesta época ainda não existia a frequência de hoje, os computadores e as redes sociais).
Tempos depois, comecei a receber diversas cartas com as devidas respostas, acompanhadas de fotografias, não entendia o porquê daquelas cartas, e como haviam encontrado o meu endereço, e por incrível que pareça, meus companheiros nunca sabiam de nada, “dissimulados” conversavam comigo, se interessaram em ver as fotos, mas nunca demonstraram e nem deixava transparecer nada.
Mas como fui educado, entre as quais, nunca deixar sem resposta uma pergunta, pois todas merecem uma resposta educada, mesmo sendo positiva ou negativa, e assim o fiz. As levava para o meu apartamento onde residia. Após tomar meu banho, jantar, ia para minha cama e começava a ler atentamente e responder cada uma delas, dando as devidas atenções a cada uma delas.
O lado bom desta história foi que rapidinho esqueci por completo a Rúbia esta apareceu em minha vida após terminar com a Katharine. Aquele início de paixão que sentia se transformou em amizade, mas infelizmente esta minha amiga, muito inconstante, largou também o meu concorrente, e como residíamos na maior Metrópole do Brasil, que funciona em torno do dinheiro, literalmente, e equivoca, para a Rúbia, como uma moça de corpo esbelto, uma beleza e uma juventude de colocar inveja a muitas outras jovens, extremamente ambiciosa e materialista ao extremo, embora fosse graduada pela Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, dominava perfeitamente quatro idiomas, além do português, que era o Inglês, Frances, Alemão e Italiano, resolveu seguir pelo caminho mais “divertido com dinheiro fácil”, imediatamente trocou de profissão, passou a exercer a função das “Artes do Sexo promíscuo”, passando a viajar em companhia de grandes empresários e recebendo vultosas quantias com uma facilidade extrema, e frequentemente estava no exterior.
Eu continuava em minha tradicional vida típica de “carioca tentando ser um paulistano, de casa para o trabalho e do trabalho para a casa”, não tinha problema de pegar o “infernal” transito, pois eu era uma das poucas que podia dar o luxo, de sair do escritório, entrar na estação do Metrô, que ficava a cinquenta metros de distância, e ao chegar à estação era na esquina de meu apartamento na Vila Mariana.
O tempo foi passando e a seleção das cartas foi se estreitando, até que fiquei somente com uma única, esta era uma baiana, da cidade de Feira de Santana, Interior da Bahia, era de uma família modesta, em sua casa, residia além dela, seu pai, sua mãe, mais quatro irmãs solteiras, e uma casada, com duas lindas e graciosas filhas, além de um irmão.
Quando ainda estava namorando e “literalmente me enganando”, alguns fins de semana mais longos eu ia algumas vezes à Bahia, de avião, apenas para impressionar, e sempre ela já estava no aeroporto de Salvador, a minha espera, depois íamos de ônibus para a cidade de Feira de Santana, sua cidade natal.
Meus chefes chamaram a minha atenção sobre largar um emprego sólido, para um casamento no escuro, tudo fizeram para que eu desistisse desta minha atual meta, embora, no momento era errado, pois eu ainda não estava estruturado, por várias vezes insistiram para que eu primeiro me preparasse, para depois tomar tal atitude.
Mas, “EU” FERNANDO MARINS LEMME, ERA AUTOSSUFICIENTE, EU TINHA EQUIVOCADAMENTE “O REI NA BARRIGA”, nunca ouvia os conselhos de amigos ou de pessoas que me queriam bem, aqui na Terra, JULGAVA-ME RICO, ETERNAMENTE, E NUNCA FICARIA POBRE! “LEDO ENGANO!” Embora eu nem imaginasse que a essa altura dos acontecimentos, a “nossa fortuna”, já se havia sido reduzida a um terço, devido a meus negócios, em que uma corretora, que nos assessorava, havia feito em uma aplicação errada na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, onde perdemos quase tudo.
Este “namoro por correspondência” durou aproximadamente três anos, coincidindo com a situação de pressão que minha mãe, vinha sofrendo por parte da família em relação ao meu modo de viver “Amigava e Separava”, a família MARINS, pelo menos os “puritanos, e preconceituosos” nunca aceitaram, e a única forma que tinham para me atingir era pressionando minha mãe, sozinha, e viúva, mas, mãe tinha um grande defeito, pois tudo que ela fazia se preocupava demasiadamente com o que os outros aceitariam ou não, assim a pressão psicológica estava provocando certa doença a minha genitora, pois a família MARINS queria que eu estivesse vivendo como estivesse casado no papel, com uma mulher, mas não os interessava se isso era ou não do meu gosto.
Como mãe, sempre se sacrificou por mim, sem se preocupar se afetaria a ela ou não, o importante era que eu sempre estivesse bem, assim, não pensei duas vezes, mas, pela felicidade e paz de minha mãe, resolvi encerrar esta tortura psicológica que a Família Marins estava descarregando sobre uma pessoa que nunca pensou em si mesmo, mas, sempre ela estava pronta a ajudar e conciliar todos aqueles que a chamavam por “Tia Nina”, e eu triste e revoltado pelo preconceito estúpido da humanidade, antes de dormir, orava ao Cristo Cósmico, para que me proporcionasse forças para continuar aquela “decisão malfadada” que indiretamente, fui obrigado a tomar, em beneficio da felicidade de minha mãe, e a minha infelicidade, e também pedia que perdoasse essas pessoas, sofrimento maior em meu coração, “(assim, fui “obrigado” a fazer a maior besteira de minha vida quando aos 30 anos, fiz a maior besteira de minha vida, eu errei profundamente com esta atitude, mas, pela felicidade de minha santa e querida mãezinha, partir para um malsucedido casamento no civil que se realizou no dia 26 de Janeiro de 1982, na Cidade de Feira de Santana, Bahia. E pensando que eu e minha mãe, teríamos paz da família. Realmente, a família nos deu paz, definitivamente, mas, em contrapartida, neste casamento eu fui assaz infeliz, pois jamais existiu amor entre nós, embora aprendesse e crescesse muito e acredito ter deixado como ex-mulher uma grande amiga, e terminou em 12 de Setembro de 1996, aos meus 44 anos. Acho! Fato que arrolarei mais adiante).”
Uma vez decidido com esta decisão, e não ouvindo e acatando os conselhos de meus “patrões”, assim eu resolvi saí da empresa, recebi todo o meu dinheiro que tinha direito, e parti para o casamento, no escuro, embora também estivesse “Fascinado” entenda bem “Não estava Apaixonado”, afinal era moça fina, esbelta e bela, e em meu íntimo, isso só bastava.
Até que no dia vinte e seis de Janeiro de mil novecentos e oitenta e dois, foi realizado o nosso casamento, somente no civil, na Comarca de Feira de Santana, com aquela baiana, que vivi por quase treze anos, na maior infelicidade, pois a via alta e vistosa, uma bela mulher, infelizmente para mim, ela também nunca me amou, mas sim, amava loucamente o dinheiro, as nossas propriedades, de minha mãe, este casamento para ela foi um verdadeiro “Golpe do Baú”. Na época ela tinha Vinte e Quatro anos, e eu, FERNANDO MARINS LEMME, estava com trinta e poucos anos. E fui Burro!
Após o meu casamento, fora agraciado com “novos amigos, ganhando nova família” o meu querido sogro o senhor Antônio… E o resto da família e sua esposa que nunca gostou de mim, pelo fato de não ter engravidado sua filha imediatamente.
Após o meu casamento, eu e minha companheira, antes de viajar, fomos à casa de minha ex-sogra, para pegar as malas, quando ela alto e bom tom, virou para sua filha, na frente de todos ali presente em uma pequena recepção e perguntou a sua filha se estava “prenha”, (minha sogra sabia que eu era estéril), assim ela virou e disse para sua filha, meu amor, sempre siga os ensinamentos de Jesus “POIS A ÁRVORE QUE NÃO DÁ BONS FRUTOS DEVE SER CORTADA O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL E O IMPRESTÁVEL DEVE SER JOGADO AO FOGO PARA SER CONSUMIDO E NÃO MAIS POLUIR A VIDA DE NENHUMA MULHER NOVAMENTE”, (Estas palavras nunca mais saíram de minha mente, embora que eu a perdoei futuramente), assim, saímos dali, infelizmente já de papéis assinados, e de embarcamos de avião para o Rio de Janeiro em direção “A MINHA PRIMEIRA, ETERNA E AMADA CIDADE DE PETRÓPOLIS” no Estado do Rio de Janeiro, para apresentar a minha esposa, mas desta vez, a minha querida amiga e companheira esposa, a minha Mãe e a minha Família.
Ao chegar a casa, minha mãe abrindo a porta cumprimentou-a amavelmente, mas quando ela deu o primeiro passo dentro de meu apartamento, seus olhos brilharam discretamente ela girou os olhos esmiuçando todo o apartamento confirmando que estava tomando posse de sua nova propriedade, afinal era um apartamento grande e luxuoso, minha esposa, apenas não havia entendido que aquele imóvel não era de minha propriedade, mas sim de minha mãe. Eu e minha mãe, percebemos esta infeliz atitude por parte dela, mas, esta atitude minha mãe jamais se esqueceu.
Após a confraternização de apresentação, a minha família, de parte de um primo, que eu o considerava muito, mas também hoje não mais sinto mágoas, e nem rancor, me “Presenteou com uma oportunidade de trabalho em São Luiz do Maranhão”, eu, nem imaginava que se tratava de um verdadeiro presente de grego, um verdadeiro “CAVALO DE TROIA (CAVALO DE TROIA – GIGANTESCO CAVALO DE MADEIRA ABANDONADO PELOS GREGOS DIANTE DE TROIA. OS INCAUTOS TROIANOS, AO INTRODUZIREM-NO EM SUA CIDADE, DEIXARAM INGRESSAR TAMBÉM OS GUERREIROS GREGOS QUE SE HAVIAM ESCONDIDO EM SEU BOJO, E QUE PUDERAM ASSIM APODERAR-SE DA CIDADE SITIADA.)”, pois recém-casado e desempregado, ficara feliz e radiante, pois junto com o comunicado, recebi as passagens aéreas e a estadia inicial de uma semana em um hotel de cinco estrelas, e um telefone, para assim que chegasse ligar, pois a secretária providenciaria tudo, inclusive uma condução exclusiva para me servir.
Todos radiantes, pois acertaria tudo e a empresa, que eu trabalharia; este meu primo era um dos sócios, com grande influência, e após os pormenores burocráticos habituais, a empresa providenciaria a mudança de minha esposa e de meus pertences, providenciando uma residência com veículo na garagem, e todas as despesas por conta e risco da mesma, tudo isso, por um período de cinco anos, precisamente o tempo da obra em questão.
Nessa construtora, o meu chefe direto, era um engenheiro e um dos diretores daquele setor, abaixo dele, viria eu, pois como era Desenhista Técnico (Hoje seria como Técnico de Edificações), com a especialidade em Projeto em Arquitetura e Instalações Hidráulicas e Sanitárias, embora também tivesse experiência em todas as áreas da Construção Civil, só não dominando muito, a área de Concreto Armado, (Formas e Armações), além de ser Designer Mecânico, mas não ficaria perdido em tal especialidade, eu seria responsável direto por uma equipe de desenhistas e engenheiros e arquitetos recém-formados, e também do Mestre de Obras, que agiria como fiscal, para acompanhar a execução das mesmas.

PRONTO, “PRATO CHEIO” A MINHA VAIDADE E ORGULHO AFORA, TOTALMENTE AGUÇADO PROPOSITALMENTE, E EU INOCENTEMENTE CAÍRA EM SUA ARMADILHA”. OU EM UMA DAS ARAPUCAS DA ESCOLA DA VIDA.
Eu, minha esposa e minha mãe, estavam radiantes e felizes com aquele abençoado presente, embora mãe, “ainda não acreditava completamente”, no que meu primo, Engenheiro Químico e Físico Doutor Eduardo Calmon Costa, PhD; reportavam-nos, só acreditamos quando ele me entregou o envelope com o comprovante da hospedagem em meu nome, constando estadia de uma semana, paga pela empresa, passagens aéreas de ida e de volta, e um envelope contendo uma carta de apresentação, para entregar ao Engenheiro Diretor da Construtora, apenas estranhei que este envelope, não estava colado, mas simplesmente “Lacrado, com o símbolo de seu anel pessoal” com “Lacre Vermelho em três pontos deste, impossibilitando ser aberto”. Afinal, o lacre não é mais utilizado nos dias de hoje, e sim no tempo do Império e nos tempos de meus avôs. Pediu-nos que ficássemos de malas prontas, pois, após o meu retorno, voltaríamos, eu e a esposa, imediatamente para São Luiz, e de lá para a nossa casa.
No dia seguinte, segui rumo à nova vida e me despedindo de todos e segui para o Aeroporto Internacional do Galeão, depois de muito aguardar, o alto-falante anunciou o meu voo, era o do Rio para Estados Unidos, com conexão em Salvador, São Luiz e o destino final, Washington.
Entrei, e me acomodei a janela a frente da asa, onde teria uma nítida e panorâmica visão aérea, após a decolagem viajamos um percurso sobre o oceano, depois entrou em terra, e houve o primeiro impacto sobre a pista de Salvador, este não demorou muito, apenas para o desembarque, logo em seguida, alçou voo novamente, e agora exclusivamente sobre o nosso lindo e espetacular “tapete verde corrugado”, logo após, este se tornando cada vez maior, até que senti o impacto das rodas sobre a pista, e um leve solavanco, pronto, havia chegado rumo a minha nova vida, o tempo estava agradável embora um tempo encoberto, mas sem chuvas.
São Luiz do Maranhão, hoje é considerado Patrimônio da Humanidade, merecido, afinal é o único território, dentro da Nação Brasileira, que utiliza o “vernáculo puro”, embora que fora fundada em 1612, por franceses.
Na frente do aeroporto, já havia um luxuoso carro, (Não era de empresa e nem táxi), que inicialmente me despertou pela sua cor rosa claro, uma cor que apreciei e aprecio muito, uma cor serena, (que transmite calma, paz e harmonia), a minha espera estava uma linda jovem dos seus vinte e cinco anos, loira de corpo de modelo, discretamente vestida com uma roupa cinza claro, e uma saia um pouco acima dos joelhos, destacando as suas belas e bem torneadas pernas, já a minha espera, assim que coloquei as malas em seu lindo carro, está me levou direto ao hotel, ao chegar, enquanto eu pegava minha bagagem de mão, ela, discretamente se dirigiu a recepção do hotel, e assinando todos os documentos, me liberou o acesso a este, era um cartão magnético, e junto a este um cartão pessoal, contendo um telefone, pois ela estaria a minha disposição para qualquer coisa, fosse de dia ou de noite, bastaria eu ligar que ela estaria presente.
Eu estava deslumbrado com o hotel, era um de cinco estrelas, suíte de alto luxo, embora sendo filho de mãe muito rica, nunca estive em tal situação, quando procurei pela minha mala, o gerente, muito solícito, me informou que já estava em minha suíte, e assim que eu estivesse refeito da viagem, bastaria ligar, para que meu jantar fosse levado ao meu apartamento, se também quisesse jantar acompanhado, ou uma massagem revigorante, bastaria ligar para o telefone do cartão, pois aquela jovem estava exclusivamente a minha inteira disposição, e como ela mesma falou, a qualquer hora do dia ou da noite.
Agora, além de deslumbrado, estava assustado com o “poder do dinheiro”, agradeci e peguei o elevador para a minha suíte, ao adentrar, fiquei mais espantado e abobado, não sei direito, era mais ou menos do dobro do meu apartamento de Petrópolis, a sala tinha aproximadamente cinco por cinco metros, um belo e confortável sofá em veludo verde esmeralda, em forma de “L”, tudo muito gracioso, em um tom rosado bem suave, típica de gosto feminina e dengosa, no chão, um lindo e espesso tapete na cor branca, daqueles que quando se pisa, o pé desaparece, com uma suavidade incrível, em uma das paredes, em forma de um quadro, um lindo “tapete importado de seda pura”, decorando o ambiente, ao entrar no quarto, no centro uma linda e aconchegante cama de casal, tipo de uma princesa, com uma delicada armação e todo envolto por um finíssimo cortinado, em cima da cama era todo espelhado e em outra parede também havia um gigantesco espelho, que eu ao reparar mais detalhadamente, percebi que se tratava de um espelho de cristal, era enorme e conjugada com um banheiro, a frente uma linda “Varanda tipo Deck” todo em “madeira de Lei”, todo o piso em Jacarandá e a mureta de proteção desta varanda, era tipo grade de fazenda, todo ele no mais perfeito “ÉBANO (ÉBANO – MADEIRA PRETA E DURA QUE ADQUIRE UM LINDO BRILHO METÁLICO QUANDO POLIDA.)”, sem nenhuma imperfeição, e no centro uma piscina exclusiva para duas pessoas, nunca vira tanto luxo assim, em minha vida. O luxo deste hotel era superior ao apartamento da Beth, no Hotel Santa Paula Quitandinha Clube.
Quando me dirigia ao banheiro, já adequadamente vestido para quem mora só, digo “NU, COMO VIM AO MUNDO”, no banheiro, os ladrilhos também era na cor rosa suave, mesclado com alguns ladrilhos com ramos de flores, também discretos, as louças na cor brancas, e os outros metais, dourados, se é que não fosse de ouro, pois eu não sei distinguir, e também nessa “altura do campeonato”, não era impossível que fosse a ouro.
Fui até o chuveiro, e reprogramei para o “gelado”, e quando abri a torneira ao máximo, parecia que estava em baixo de uma cachoeira, tamanha era à força da água, plenamente revigorante, e após ter desfrutado deste agradável jato gelado, a meu estômago deu seu sinal característico; atrás da porta, tinha pendurado dois roupões, um azul (masculino) e outra rosa (feminino), assim, vesti o roupão azul, uma vez sozinho não custava recordar os bons tempos, liguei para a portaria, solicitando minha refeição, e fui para o deck, admirar aquela bela vista e sentir a agradável aragem que vinha do mar, maravilhoso, que frequentemente debruçava aquelas brumas alvas sobre as areias, repletas de barracas com turistas saboreando, daquela linda tarde ensolarada.
De repente tocou o sutil som da campainha, fui abrir a porta, e imediatamente o funcionário entrou empurrando um carrinho com a alimentação, e notei que em baixo deste havia também uma garrafa de champanhe e dois copos, além da refeição fosse para duas pessoas, o funcionário do hotel, perguntou se já poderia chamar aquela jovem para me acompanhar no meu jantar, agradeci sua atenção, (embora ainda não compreendesse o porquê da insistência do gerente e dos funcionários em chamar aquela bela jovem, desconfiei que algo estranho estivesse acontecendo, mas silenciei e nada comentei, embora tenha entendido a sutileza, para me fazer companhia intima, estava com saudades da minha esposa, mas comuniquei que estava ali a trabalho e também era recém-casado, e como minha esposa não estava ali presente, tenho a obrigação moral de respeitar, mesmo de longe, aquela que escolhi para minha companheira, embora ela nunca pudesse a vir tomar conhecimento disso, mas, perante a minha consciência, trata-se de um ato indigno.
Agradeci sua atenção e ao sair, fez menção em levar a champanhe, eu pedi que deixasse, ele muito solícito se retirou sem nada mais pronunciar.
Ao fechar a porta, com pressa, pois o cheiro estava extremamente convidativo, vindo daquele carrinho, e praticamente rasgando meu estômago, pois a última refeição que fizera fora no avião, e como de costume, comida servida em aeronave comercial, não alimenta, mas sim é para se degustar, a não ser na primeira classe, ai sim, a alimentação é farta.
Assim que destampei, fiquei deslumbrado com a beleza dos pratos, e preocupado, pois não sabia como “degustar” o prato principal, era Lagosta, por sinal um belo espécime, além do mais nunca havia comido a “tal de lagosta!”, pois tem uma carcaça, praticamente impenetrável, mesmo depois de cozida, quem não souber o ponto preciso, não consegue abrir, sofri, mas como estava me alimentando em minha suíte, peguei a “bichinha” com a mão e usando um martelinho que acompanhava o prato, consegui arrebentar a “carcaça”, assim, consegui saborear aquela carne branca, que para o meu gosto, “nada de especial, achei”, prefiro um camarão cozido sem tempero e sem sal, é muito mais saboroso, que este “Camarão Gigantesco”, em compensação o restante superou as expectativas.
Passei o resto da tarde em minha suíte, apreciando e curtindo aquele luxo todo, desfrutando uma “vida de MAGNATA (MAGNATA – PESSOA IMPORTANTE DA INDÚSTRIA, DAS FINANÇAS ETC.)”, mesmo que fosse por apenas uma semana. À noite, após outra ducha maravilhosa, já completamente “peladinho”, pulei debaixo daquelas cobertas convidativas, pois o ar-condicionado já estava ligado no frio máximo, peguei o telefone, e pedi que me acordasse no dia seguinte às seis horas da manha, agradeci e desliguei.
Relaxado, comecei a entrar em minhas orações, após a conclusão, fiquei quietinho, aguardando o sono chegar, mas para minha surpresa, este não demorou, pois mal deitei “apaguei literalmente”, foi quando o Meu Anjo da Guarda, novamente se fez presente, eu radiante por sua visita, perguntei se teria a honra da chegada da tão aguardada nova viagem de estudo?
Solicito e atencioso, como de costume, respondeu que a viagem, ainda não havia chegado a hora prevista, MAS A APRENDIZAGEM, SIM, e era extremamente importante que prestasse muita atenção, pois será uma aprendizagem dolorosa, mas se soubesse como agir, tiraria grande crescimento espiritual e material.
Meu amado pupilo, que a Paz do Cristo reine em seu coração e em tua alma. Quero te informar que esta viagem e todo este luxo que desfrutas bem como todas as tentações que estão direcionadas a sua pessoa, inclusive esta proposta de emprego, é uma armadilha, é uma vingança sórdida, não diretamente a sua pessoa, mas como você é o elo entre seu primo Eduardo e seu outro primo e padrinho, Antônio Marins, os dois estão em guerra íntima, que não te interessa o motivo e nem a origem. Mas como você tem débitos espirituais de vidas PREGRESSAS (PREGRESSO – QUE ACONTECEU ANTERIORMENTE.), com ambos, hoje o Eduardo, para provocar o Antônio, ambos estando em situações financeiras de altíssimo padrão, mas infelizmente, não correspondendo a atual situação espiritual te enviou aqui, para te humilhar e começar a planejar a futura discórdia em teu casamento, este, por sua vez, que estava previsto para a terceira reencarnação, a partir desta, tanto a sua quanto a dela, pois estariam aptos a conseguir o resgate espiritual que vocês têm com o outro, também reativos a encarnações passadas, pois ainda não tinham concluído os relativos cursos no plano maior e também não se estavam preparados para esta união, mas, inimigos espirituais de ambos, aproveitaram as oportunidades que se fizeram presentes e se reaproximaram, e para uma vingança, os uniu em matrimônio, infelizmente, tanto você quanto ela, ainda sem as bases bem espirituais estruturada, cruzaram, nesta encarnação, e pela ação da “Lei do Livre Arbítrio”, ela com problemas domésticos e você saindo de duas relações tumultuadas, envolvendo traição e abuso sexual, e suicídios, além de inimigos incomuns, os fizeram concretizar uma união, que infelizmente haverá muitas turbulências, mas se você continuar sempre galgando o caminho da paz e a tentativa de harmonia, um dia, não muito longe, conseguirá sair em Paz Espiritual, e provavelmente bens materiais, você “perderá”, que na realidade, você não os está perdendo, mas sim devolvendo aquilo dela tomaste em vidas pregressas, assim quitando uma dívida, e principalmente, lembre-se:
“Todos os Bens Materiais sobre o Planeta Terra, em Todos os Planetas bem como em Todos os Planos Vibratórios, não nos pertence, mas sim ao único e exclusivo proprietário, que é o Nosso Pai Supremo, o Nosso Criador, O Senhor da Vida.”
Daqui a uma semana estarás de volta, pois amanhã, entrarás em contato com um irmão que está com sérios problemas domésticos e vibração desequilibrada procure não se sintonizar com ele, aceite em silêncio, o que ouvirás, e imediatamente entre em oração mentalmente, pois o Cristo Cósmico, Jesus o ajudará.
Depois que voltares ao seio de sua família, prepara-te para tentar a vida em outras cidades, muitas mudanças ocorrerão em tua vida, muitos irmãos amigos, encarnados e desencarnados, se fará presentes em seu caminho, saiba como engrandecerdes, a ti e teus irmãos de trilha.
Pratiques sempre o Verdadeiro e Puro Perdão, aproveite e exclua por completo todas as mágoas de teu coração e de tua alma e cresça.
Tua vida só começará a sintonizar juntamente e de acordo com a “Lei do Amor e do Progresso” após a primeira década do novo milênio.
Que a Paz e a Harmonia do Cristo habitem eternamente o teu coração e tua alma, meu filho amado, meu pupilo, queres fazer alguma pergunta?
Sim. Conforme meditações que tive daquela viagem de estudo, inclusive constatando que ainda tenho muitos débitos perante as sábias leis divinas e perante muitos irmãos encarnados bem como aos desencarnados, gostaria de saber se o nosso Pai me concederia a honra e a misericórdia de futuramente ser agraciado com um filho ou filha “excepcional”? Mas, não gostaria que fosse “altista”, pois conforme já aprendi, embora não saiba se as informações procedem que o altista, origina-se geralmente de espíritos como suicidas ou homicidas ou outros casos similares, pois após este tipo de reencarnação, tornam-se pessoas extremamente violentas e com imprevisíveis atitudes. Devido a este motivo, acredito não ter condições psicológicas para vir a cuidar, podendo inclusive a falhar, aumentando a minha dívida espiritual, perante a lei e ao próprio irmão deficiente.
Meu amado filho, seu pensamento é louvável, mas lembre-se, pois é muito importante:
Primeiro:
— Em encarnações anteriores, você não soube utilizar corretamente o seu aparelho genital reprodutor, quando veio em corpo feminino, motivo este, que nesta reencarnação em corpo masculino, não podes gerar um filho ou uma filha biológico, pois você, como foi o seu próprio desejo quando em sua programação reencarnatória, solicitou tal requisito. E você recorda perfeitamente, quando criança, ainda em casa de tua mãe, quando tomaste conhecimento, pelo período de uma semana, em “regressão espiritual”, onde foram explicados detalhadamente os seus erros e abusos sexuais, quando em corpo feminino, em que vieste a desencarnar, no momento de seu parto, muito sofrido, em que deu a vida a uma linda menina, que fora criada por tua irmã.
— Sim, me recordo perfeitamente.
Segundo:
— Peça sempre em tuas orações, ao Supremo Criador Superior Universal, a nova missão, como acréscimo das atuais, mas peça apenas a que você, meu pupilo, acha que terá condições e capacidade de cumprir, se o Nosso Pai, achar que você terá realmente condições de executar, ele assim o concederá, mas lembre-se Deus não dá nada além de tuas forças, e principalmente estás solicitando uma missão “fora de tua programação previamente feita pela Espiritualidade Superior”.
Nesse caso, cuidado com o que pedir, pois você obterá a sua solicitação, mas se fracassar, responderás em dobro.
Boa sorte e conte com seus amigos espirituais.
Que Jesus o proteja. Juízo. Lembrem-se, as criaturas devem buscar primeiro o equilíbrio e o amor é o artífice maior nesse trabalho.
— Meu amado pupilo, que Deus o Proteja e Muita Paz.
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Quando foram seis horas, despertei com o toque intermitente do telefone ao lado de minha cama, depois de muito chamar, atendi, era à telefonista me avisando do horário previamente previsto, agradeço e desliguei, dez minutos após, o telefone tocou novamente, era a confirmação que eu já estaria acordado, agradeci novamente, e desliguei.
Sentei-me momentaneamente na cama, e apreciando da minha janela, aquele belo dia que o Pai, nos proporcionara, mais uma vez, dei um pulo daquela adorável cama, levantando e fui ao banheiro, pegar aquela ducha maravilhosa, e enquanto isso estava analisando a visita que tivera de “meu Anjo da Guarda”, e as orientações que recebera.
Após me arrumar, desci e passei na recepção e deixando o cartão magnético, fui até o saguão onde era servido o café da manhã, o salão era lindo e tinha uma prodigiosa e panorâmica vista para o pátio onde mostrava à linda e majestosa piscina olímpica, do hotel e ao fundo uma verdadeira obra-prima, o mar e sua linda praia.
O funcionário do hotel me encaminhou para uma determinada mesa, pois, aquela bela e sensual loira, a minha motorista exclusiva, já estava a minha espera, para tomarmos café juntos, não rejeitei a companhia, e após saborearmos aquele pequeno almoço, de sucos e frutas, fomos juntos para o seu carro, ao entrar, ela me convidou para sentar ao seu lado, e eu aceitei, várias perguntas foram feitas, e várias respostas previamente analisadas, foram respondidas.
Após uma hora aproximadamente, chegamos ao local da entrevista, mas antes de eu sair do carro, ela me pegou pelo braço, sua mão parecia seda, e docemente ela me informou que o “Chefe estava igual ou pior que um Vulcão em Erupção”, respondi que já imaginava isso. Ela ficou intrigada com a resposta, mas silenciou.
Quando recebi ordem para entrar, a secretária também me passando a mesma informação, e me pedindo para relevar qualquer possível agressão verbal, me levou até a sala de reunião, após esperar aproximadamente três horas, sentado ali quietinho, mas tive tempo suficiente para identificar quatro câmeras de vídeo, muito discreta apontando para a minha cadeira, fiquei igual a uma estátua, olhava para todos os lugares, sem nada ver, demonstrava a maior calma possível, o Máximo que fiz, foi pegar uma revista sobre a mesa, e para relaxar comecei a folhear com a maior calma possível, pois tinha certeza que todos os meus atos estavam sendo observados, só não sabiam se estavam sendo gravados.
Esta minha desconfiança, já tinha fundamento, pois quando ainda solteiro, meu “Padrinho Antônio Marins”, que na época era Diretor de uma Construtora em São Paulo com obra em Concórdia, em Santa Catarina, me prometera um emprego como simples desenhista da obra; (não se tratava de um cargo em que eu “Ficticiamente” ocuparia nesta construtora); todas as entrevistas do departamento de recursos humanos e a entrevista do exame médico para admissão como funcionário, meu querido padrinho, mandara filmar e gravar tudo, e depois reuniu sua família e passou o filme se divertindo, agora imagine o que acontecia com um cargo importante, coitado do candidato.
Após ele cansar de me observar, a porta se abriu com um solavanco, e eu mantive a posição serena, (embora que o meu coração quase saiu pela boca), mas nada demonstrei, entrando um senhor de aproximadamente cinquenta anos, cabelos e barba grisalhos, um metro e sessenta de altura, com um, óculos “tipo fundo de garrafa”, extremamente mal encarado, imediatamente me levantei e estendi a mão, quando cansei a recolhi, ele sentou a minha frente e olhando olho no olho, friamente me perguntou:
— Pode me dizer o que você está fazendo aqui?
— Conforme instruções a mim passadas, recebi ordens para lhe entregar pessoalmente este envelope contendo todas as informações que se fazem necessárias.
Ele pegou o envelope, amassou e jogou ao lixo, e me perguntou novamente:
— Pode me dizer o que você está fazendo aqui?
Depois desta, fiquei meio ATÔNICO (ATÔNICO – INÉRCIA MORAL OU INTELECTUAL.), mas logo me recompus, em fração de segundos.
Nesse instante, meu Anjo da Guarda, se fez presente de mãos postas e abaixando a cabeça lentamente, entendi, era para eu entrar em oração imediatamente e mantivesse humilde.
Levantei a minha cabeça, e encarando-o também olho no olho, respondi o mais sereno possível, que fora enviado pelo Engenheiro Eduardo, para me apresentar ao senhor, o Engenheiro responsável pela execução desta obra, que conforme instrução previamente recebida teria uma duração de cinco anos, e a partir daquele momento, passaria a estar a sua disposição para tudo que necessário se fizesse, como funcionário desta conceituada empresa. Ele sempre me encarando, nem piscava, respondeu:
— Tudo bem, está liberado para voltar para sua cidade, pois em vez de contratar alguém de fora, é mais fácil e mais barato contratar um funcionário local. Passar bem, pode se retirar. Virou as costas e se retirou para seu gabinete.
Logo em seguida, outra porta se abriu, a secretaria entrou e me encaminhou para fora, no trajeto, cochichando quase aos meus ouvidos, o mais discretamente possível, me falou:
— Não repare, ele está com problemas sérios pessoais, a ponto de perder um fornecedor importante, pois ele tratou dessa maneira o diretor representante.
— Respondi que compreendia, nem sempre estamos bem-humorados, aproveitei e pedi para sentar um pouco, ela consentiu, sentei, peguei uma revista, abri de maneira que cobria os meus olhos, assim, os fechei e entrei em oração, pedindo a Deus que o perdoasse e lhe desse a paz e harmonia.
Após a conclusão da oração, despedi da secretária, e voltei a minha motorista, que já me aguardava em seu delicado carro.
Perguntou como foi o encontro com “a fera”?
Foi pior do que você me avisou, mas deve ser porque ele está preocupado.
Vamos voltar para o hotel ou quer conhecer a minha cidade?
Estou ao seu inteiro dispor.
Visitei a bela São Luiz, conheci sua história a fundo, todos os lugares imagináveis ela me levou para conhecer, todas as praias, museus, igrejas, parques, e chegamos ao hotel já à noite, aproveitei e a convidei para jantar comigo, como a noite estava fresca, fomos jantar ao luar, depois disso, me despedi, ela foi embora e eu peguei o cartão magnético, e segui para o apartamento.
Recapitulando o acontecido, comecei a desconfiar que aquela insistência desta loira, para subir a suíte onde estava, poderia ser uma armadilha, previamente preparada. Comecei a pensar assim devido aquelas quatro câmeras direcionadas para a minha cadeira, pensei, será que este apartamento também tem câmeras, por via das dúvidas, apenas por curiosidade resolvi procurá-las, mas uma coisa tinha certeza, se realmente tivesse sendo filmado, este filme seria horrível, pois a única coisa que veriam era o tempo todo era eu nu, e garanto que a imagem é péssima.
Após levantar os quadros, procurar em locais possíveis e ao meu alcance, nada eu os encontrei, se aquele lindo espelho de cristal da parede ou os espelhos do teto eram transparentes, não tinha como saber, mas tinha certeza que nada de errado em fiz, minha consciência estava tranquila.
Depois disso curti o final da semana comendo e bebendo do bom e do melhor.
Estava feliz por aquelas férias, e triste pela mentira do emprego.
Quando chegou a hora do embarque, novamente sob aquela bela e meiga companhia que me levou novamente ao aeroporto, despedimos, e segui para embarcar em retorno para a minha vida real.
Embarquei em um voo da “Varig” com destino ao Rio de Janeiro, e o mesmo depois seguiria para outros destinos.
Após algumas horas, já encontrava em meu apartamento em Petrópolis, Rio de Janeiro, em companhia de minha mãe e minha esposa, quando conversava com eles, o que havia acontecido nessa viagem, meio desnorteado, sobre o nosso futuro de casados e desempregado.
Foi quando certa tarde, recebi uma ligação de São Paulo, pois meu padrinho, “Engenheiro Antônio Marins”, hoje desencarnado, havia me convocado urgente. Este era um grande defeito dele, pois como era rico, com curso superior, e também proprietário de uma grande Metalúrgica em São Paulo, não tinha o menor senso, sobre as possibilidades das outras pessoas fazerem ou não sua vontade, ele também tinha “O REI NA BARRIGA”, assim como eu, nessa época. Ele, sempre que quisesse alguma coisa, nunca ia até as pessoas, e sim “Ordenavam que as pessoas fossem até ele”, podendo ou não, e sempre com hora e dia marcado.
Naquela noite, mesmo, embarquei no ônibus que saía de Petrópolis, com destino a São Paulo, chegando lá às cinco horas da manhã, mas, como era o meu “padrinho” que havia me chamado, acreditava que ele conseguiria um trabalho para mim, em alguma empresa de engenharia, que, aliás, para ele, e se tivesse boa vontade, bastaria um telefonema, e eu já trabalharia.
Embora, já com um “pé atrás, pois meu padrinho, nunca dava ponto sem nó”, ao me aproximar de seu escritório, imediatamente entrei em oração, pedindo a Jesus, que me proporcionasse forças, para enfrentar e receber tudo com serenidade, pois no meu íntimo, desconfiava que ele, o “Toni”, não exigisse absurdos, para proporcionar o que ele se propôs, quando em época de meu batismo.
Pela manhã, chegando ao Terminal do Tietê, fiz um lanche e peguei o metrô até próximo ao seu escritório, na Avenida Paulista.
Ao chegar me apresentei a sua secretária, aguardando a hora em que o “Doutor Engenheiro”, embora nunca soubesse que engenheiro fosse doutor, mas era como ele exigia que fosse tratado, após aproximadamente quatro horas de espera, ele me chamou e solicitou a sua secretária que não fosse interrompido, ela saiu e fechou a porta.
Então ele começou primeiro, não permitiu que eu sentasse, depois abrindo a gaveta, colocando a minha frente duas folhas de papel já preenchidas, só faltando eu assinar, a primeira, era uma procuração dando plenos e irrevogáveis poderes, para um de seus advogados, procedesse a “ANULAÇÃO IMEDIATA DE MEU CASAMENTO”, (Hoje lamento imensamente ter recusado esta oferta de anulação), caso eu concordasse, sem nenhum custo financeiro para mim, e após a assinatura deste documento, e registrado em Cartório de Títulos e Documentos, assinaria o segundo, que era um Contrato de Trabalho de uma Obra na Fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, (Hoje, também lamento imensamente ter recusado esta oferta) até a conclusão da obra, mas se não aceitasse,  assinar a procuração, bastaria dar meia volta, e sumir de sua frente, sem nada, voltando ao Rio de Janeiro, mas, antes de sair, propus a ele em outra oportunidade, levaria a minha esposa para apresentá-lo, que com certeza, ele me daria o emprego e também gostaria dela.
Já de cabeça baixa, voltando ao seu labor diário, e quando já me aproximava da porta, ele pronunciou secamente:
Fernando, mas, fique bem clara, quando e se eu quiser conhecer, minha secretária, marcará, hora, dia e local.
— Outra coisa, se eu souber que você conseguiu algum trabalho no Estado de São Paulo, bastará apenas um telefonema meu, e você estará demitido, por justa causa. Agora suma de minha frente para sempre.
Sinceramente não compreendi, além de nada comentar, silenciei retirando-me de sua sala, com destino à rodoviária, ao embarcar no ônibus, o motorista se espantou de eu ter resolvido tudo rapidamente, pois estava embarcando no mesmo ônibus que viera.
Voltei para casa, triste e mais uma vez decepcionado com aquele que por obrigação moral, deveria substituir o meu pai, o DOUTOR E MESTRE EM ODONTOLOGIA, ABEL LEMME, principalmente, pois meu querido e amado pai, já não mais se encontra presente nesta Terra.
Foi quando, silenciosamente recordei de meu Protetor Espiritual, e imediatamente entrei em oração destinada àquele que um dia foi meu pai, nesta encarnação.
Chegando a minha casa, aproveitando que a esposa havia saído, conversei longamente com minha mãe e estranhei que mãe, não havia manifestado nenhuma reação, quando terminei, ela me perguntou, se tinha mais, ou realmente era só isso, confirmei, não haver mais nada e o assunto morreu.
Assim que a esposa chegou da rua, mãe, percebendo que ela estava triste, a presenteou com uma viagem de quinze dias, a Feira de Santana, Bahia, para “matar” a saudade de sua família, assim que recebeu a notícia, ficou radiante, concordou, e assim que possível partiu.
Acompanhei-a até ao Terminal Rodoviário Novo Rio, para embarcar para sua terra natal, ela radiante com o presente, não deu a mínima atenção a minha pessoa, eu parecia um estranho, mas fiz que nem percebi, e quando já estava sentada em sua poltrona, comentei alguma coisa com ela, não me recordo, mas, perfeitamente recordo de sua resposta, quando ela com a voz mais tranquila do mundo, falou que de primeiro até o milésimo lugar, sua família estava em primeiro lugar, e deste número até um bilionésimo de lugar está à pessoa dela, e se por acaso sobrasse algum lugar, eu, talvez estivesse em condições de tentar uma colocação, acabou de falar, fechou a janela e a cortina do ônibus, me deixando ali parado sem entender nada. Resultado, eu fui embora para casa. E ali, depois desta “Despedida”, me lembrei do carinho e do amor da Katharine, e da Sheila, e triste, voltei a Petrópolis.
Logo após, que retornei do Terminal Rodoviário Novo Rio, ao chegar a casa em Petrópolis, mãe me informou, que agora sim, que a festa em família, começaria, eu nada entendi, pois não me recordava de nenhum motivo em especial para comemoração, até ela reprovou, pois esta atitude que tive por ela, foi extremamente errada, eu me prejudiquei em diversos pontos para protegê-la, mas, em contrapartida eu ficara imensamente infeliz, só ali ela podia indicar EM UM MALFADADO CASAMENTO, que no final eu que estraguei a minha vida, e ela me perguntava? Meu filho amado, como será sua vida daqui para frente? Você será feliz? Será que você algum dia encontrará alguém que te fará feliz e aceite como você realmente é intimamente? Será que você encontrará em sua vida, outra Katharine, ou uma Sheila, ou uma Elizabeth? E por incrível que parecesse, nunca havia presenciado minha mãe com atitudes tão serena e com tanta frieza no falar.
Acabamos de almoçar por volta das quatorze horas, e silenciosamente mãe pegou o telefone e ligou para o “Toni”, em sua empresa, a secretária dele muito solícita, informou à mãe que ele estava em uma importantíssima reunião com clientes estrangeiros fora da empresa, e não poderia falar com ela nesse dia, mais assim que fosse possível, ela o avisaria, que sua tia Nina, havia ligado. Agradecendo, desligou.
Não passou cinco minutos, o telefone tocou, ele querendo saber o que minha mãe queria com ele, afinal, minha mãe, indiretamente também o havia criado quando pequeno, e ele a considerava sua segunda mãe.
Após atender a ligação, friamente, mãe informou que era assunto para ser resolvido pessoalmente, e não por telefone, se despediu secamente e desligou o aparelho.
Não sei o que aconteceu com ele, mas sete ou oito horas depois, ele estava estacionando seu carro na garagem do nosso prédio, e subindo imediatamente. Quando abri a porta para ele entrar, nada falou comigo, aliás, nem precisou, pois seus olhos já pareciam “uma metralhadora me fuzilando”, mãe da sala, sem se levantar me pediu que fosse dar uma volta, mas ficasse perto da portaria do prédio, pois logo ela me chamaria, sentindo o “clima” desci pela escada, pois era mais rápido e lá em baixo fiquei a tomar um banho de lua, não se passou meia hora, e o porteiro me comunicou que minha mãe estava me chamando, assim que entrei em casa, vi algo que meus olhos não acreditavam ver.
O “Todo Poderoso ENGENHEIRO ANTÔNIO MARINS”, um dos mais bem-sucedidos e importantes empresário do ramo da metalurgia paulista, de cabeça baixa, e olhos inchados de chorar e com uma “humildade” que eu nunca imaginava ver, partindo de sua pessoa, me pedira desculpas e perdão, do que havia me proposto em seu escritório, dias atrás.
No mesmo tom de voz, eu o perdoei e o abracei, como amigo, primo e “padrinho”, mas tinha certeza, que de alguma forma ele iria se vingar, mas quando nos separamos, mãe se pronunciou e secamente, disse que agora ele poderia ir embora, tão estranho que ele se encontrava, apenas a pediu permissão, para deixar o carro em nossa garagem, pois no dia seguinte seu motorista viria buscar, lógico que recebeu permissão, pois depois do que aconteceu, ninguém teria condição para dirigir.
Ele desceu, pegou um táxi e seguiu direto para o Aeroporto Internacional do Galeão. Mãe, por sua vez, também dada comentou sobre a “conversa”, e nem eu perguntara.
No dia seguinte, seu motorista chegou trazendo uma braçada de rosas, e três caixas de chocolates importados, para adoçar o clima que ficou entre ele e sua adorada “Tia Nina”, e um cartão com mais um pedido de desculpas.
Até os últimos dias de vida de minha mãe, ela nunca tocou no assunto sobre o “teor da conversa que tivera com o Toni”, naquele dia. Tempos depois, recebi a notícia que ele havia desencarnado.
O meu apartamento que residia em São Paulo, estava alugado, e como de direito legal, este apartamento passou para o nome de minha mãe, viúva legal.
Após esta conversa, mãe, me perguntou como eu estava me sentindo, após esta resposta da “Esposa”, respondi que se pudesse, eu teria aceitado assinar novamente aquela anulação que o Toni, propôs. Foi aí que mãe me informou que a “Esposa” só se sentia bem e feliz, quando eu estava longe dela, assim ela me perguntou se eu queria continuar casado ou me separar afinal eu havia sacrificado a minha liberdade por ela, coisa louvável, mas, errei profundamente, pois casei com uma mulher que pouco conhecia.
Disse de imediato que gostaria de me separar, assim, mãe, depois procurou a sua vizinha que tinha uma filha advogada, e esta se prontificou em tratar de meu desquite, pois, ninguém de nossos amigos, conhecidos e parentes, ninguém gostou dela, assim ela se prontificou a tratar do divórcio, sem nenhum ônus, para nós, assim que concordei, assinei os papéis e menos de quinze dias, já estava desquitado. Após três anos de casado.
Quando a “Esposa” retornou de sua viagem recebeu a notícia, de imediato, ela explodiu em alegria, mas, depois mudou sua atitude. Mas por ordem judicial, teve que Abandonar o Lar.
Mas, eu ainda “pensava” que gostava dela, e ela percebendo esta minha fraqueza, começou e ser a mais das carinhosas das mulheres, assim ela me reconquistou, e após um ano, anulamos este desquite e voltamos a conviver.
Esta advogada passou a ficar com ódio de mim, por minha atitude, pois eu estava cometendo a maior Burrada de minha vida, e pior, que ela estava com a razão, e assim rompeu relações para conosco e para com minha mãe. Anos depois, eu percebi que o que sentia por ela e ela por mim, era apenas “Ilusão”, mas, como estava novamente casado, procurei fazer a minha parte, assim, procurei ficar em paz com a minha consciência.
Um fato interessante e curioso que aconteceu em minha vida. No dia seguinte de meu casamento, meu Anjo da Guarda, simplesmente parou de se comunicar comigo, e no dia seguinte de meu Divórcio, voltei a perceber a querida e grata reaproximação de meu Anjo da Guarda, (Isso durou aproximadamente pelo período de (14) quatorze anos), isso não quer dizer que meu Protetor Espiritual tenha me abandonado, apenas, tomei uma atitude não existente em minha programação antes de minha reencarnação, pois quando reencarnei, não estava previsto nenhum casamento, mas, poderia viver com uma companheira, como a Katharine e a Sheila, ambas, eram espíritas, e místicas, coisa que a “Esposa” nunca foi, pois era Evangélica ela e sua família. Mas, tinha orientação junto a Casa Espírita que frequentava no Bairro Jardim Cruzeiro e Bairro Feira Cinco, onde morei em Feira de Santana, sendo no Bairro do Jardim Cruzeiro, frequentei por muitos anos o Centro Espírita Bezerra de Menezes, onde fiz muitos amigos e o Mentor Espiritual desta casa, era um Grande Espírito de nome JOSÉ GROSSO (JOSÉ GROSSO – UM ESPÍRITO DE ESCOL – TÊM-SE INFORMAÇÕES DE QUE O ESPÍRITO JOSÉ GROSSO AINDA HOJE COOPERA NAS REUNIÕES DE EFEITOS FÍSICOS EM VÁRIOS CENTROS ESPÍRITAS E SE DEDICA ATUALMENTE A TRABALHOS NA FRATERNIDADE ESPÍRITA IRMÃO GLACUS. OMBREANDO COM PEIXOTINHO E BEZERRA DE MENESES, COGNOMINADO) POR MUITOS COMO “O ALLAN KARDEC BRASILEIRO, JOSÉ GROSSO” INTEGRA AS HOSTES ESPIRITUAIS ONDE PROVAVELMENTE TRANSITAM OUTROS ESPÍRITOS BENFAZEJOS QUE ENCARNARAM NO SOFRIDO, MAS ABENÇOADO ESTADO DO CEARÁ, TERRA DA LUZ! ) foi um verdadeiro “pai” para mim, me orientando e corrigindo minhas atitudes, em que não estivesse de acordo com a lei do Cristo, também teve outros espíritos que também me orientaram. Principalmente quando estava chegando a hora de minha separação e Divórcio, foi quando recebi a seguinte orientação Espiritual, no momento em que recebia um “Passe”, havia perguntado ao Irmão Desencarnado, que uma vez que havia brincado com aquele Dom que Deus me proporcionara “O DESDOBRAMENTO”, FOI QUANDO ELE ME INFORMOU QUE ESTE, NÃO O TERIA MAIS, MAS OUTROS NA HORA OPORTUNA APARECERIAM, PRINCIPALMENTE CONFORME O MEU PROCEDER. E além disso me informou também Já que estava em vias de separação em definitivo com a “Esposa”, ERA PARA QUE EU SAÍSSE DESTE RELACIONAMENTO SEM RAIVA, E SEM MÁGOAS, POIS EMBORA ESTE RELACIONAMENTO NÃO ESTIVESSE EM NOSSA PROGRAMAÇÃO, EU TINHA POR OBRIGAÇÃO DE SAIR EM PAZ E SEM RANCORES. Assim sendo, no dia seguinte e nos subsequentes, por várias oportunidades, convidava a minha ainda esposa, para passear, e por várias oportunidades, eu A PEDIRA PERDÃO POR TUDO QUE HOUVERA FEITO A ELA E A SUA FAMÍLIA, E TAMBÉM PEDIRA PERDÃO POR TUDO QUE NUNCA HAVIA FEITO A ELA E A SUA FAMÍLIA. DA MESMA FORMA, QUE AFIRMAVA, QUE EU A PERDOAVA POR TUDO QUE ELA HAVIA FEITO E TUDO QUE NÃO HAVIA FEITO PARA COMIGO E MINHA MÃE.
Mas, ela sempre aceitava o meu pedido de Perdão, mas, ELA JAMAIS PODERIA PERDÃO do que fizera ou não, pois ela tinha a certeza de nunca ter feito nada de errado, pois o único errado nessa relação era somente eu. E assim aprendi a Pedir Perdão até para as Sombras, e principalmente aprendi a Esquecer de toda e qualquer ofensa a mim direcionado.
Em junho de mil novecentos e oitenta e três, consegui um emprego na Editora Pini, especializada em livros técnicos da área da engenharia, no Rio de Janeiro, onde trabalhei por um bom tempo, depois disso, a vida se encarregou em nos enviar a Belo Horizonte, onde propriamente começamos a nossa vida de casados e sozinhos, onde começamos a trabalhar junto com uma pequena confecção de roupas feminina.
O tempo passava, e eu diariamente em minhas orações, vinha pedindo a Deus do meu coração, que me desse à honra e a dádiva de receber um filho ou filha “excepcional”, mas nunca “altista, pois tinha certeza de que não daria conta”, mas esse pedido nunca eu revelei a minha “Esposa”, e “companheira”. Este era um desejo meu e de primeira querida e amada companheira, e o maior e verdadeiro amor de minha vida, a minha eterna KATHARINE, que infelizmente minha mãe, forçou a nossa separação, pelo simples fato de ela ser “Mulata Escura”. Katharine foi uma verdadeira filha que minha mãe nunca teve, e me aceitou e me amava sem preconceitos, além de ter cultura, era na época Enfermeira e estudante de Medicina.
Tempos depois mudamos para Feira de Santana, morávamos no Conjunto habitacional, era uma pequena casa alugada, que mais tarde viemos a comprá-la, pois recebemos o dinheiro de minha tia Lola, (CLARISSE MARINS COSTA), como presente. Vivemos relativamente muito felizes, embora com muitas dificuldades financeiras, continuávamos com a pequena confecção, a “Esposa”, nessa época trabalhava com suas irmãs, e eu trabalhava, viajando vendendo assinaturas de revista da Empresa Abril Cultural, em todo o Território da Bahia e Sergipe. Com estas viagens, tive a grata oportunidade de conhecer em sua totalidade dois lindos estados, a Bahia e Sergipe, mas infelizmente não conheço na íntegra, o meu Estado do Rio de Janeiro, tanto quanto estes dois do Nordeste Brasileiro, Territórios de beleza sem igual e um povo extremamente fraterno.
A vida novamente nos direcionava novamente para o Rio de Janeiro, com a desencarnação de outra Tia-Madrinha-Mãe, DÉLIA MARINS LEMME, eu e minha “Esposa” fomos residir em seu apartamento, que ficou por herança para minha mãe, este era situado a Rua República do Peru, no vigésimo segundo andar, de nossa janela da sala dava para ver a praia de Copacabana, próximo ao Hotel Copacabana Pálace, na Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, nesta época, a “Esposa”, trabalhava com a nossa confecção e juntamente vendia acessórios em prata, e eu havia montado em meu apartamento um Escritório de Prestação de Serviços de Desenhos Técnicos, trabalhava como Autônomo, prestando serviços para diversas empresas, no Rio de Janeiro e São Paulo.
Nessa época, conheci outro tio meu por parte de pai e sua “namorada”, embora ele fosse “bem” casado, mas infelizmente esta sua namorada foi uma péssima influência para minha “Esposa”, pois esta não estava acostumada às arapucas existentes na cidade grande, e provavelmente ela deve ter esquecido ou relaxado o ensinamento do Mestre dos Mestres “VIGIAI E ORAI”, e veio a cair nas artimanhas da vida, que na qual nos levou ao nosso primeiro desentendimento, terminando em um desquite judicial e com a saída dela de nosso lar, para residir com esta “namorada de meu tio”, vindo a alugar um quarto em seu apartamento para ela.
Mas, naquela época eu acreditava viver um verdadeiro amor, e sim eu estava acostumando com sua companhia e medo de ficar na solidão, assim, após muita conversa, nós chegamos à conclusão de cancelar o processo de Desquite Judicial, com isso, ganhei dois presentes, o primeiro, o nosso fictício e conveniente amor voltaram a florescer, novamente junto, e mais ficticiamente solidificado como nunca, e o segundo presente, uma inimiga fria calculista e cruel, que foi a advogada que fez o processo de divórcio, e para maior azar de minha parte, ela era nossa vizinha e filha da síndica, em outro imóvel que eu tinha.
Como presente desta nova união, a vida nos prega nova peça, nova mudança de cidade, alugamos o apartamento de Copacabana, e seguimos novamente para Feira de Santana, Bahia, em nossa casa que havia terminado o aluguel, até que conseguíssemos vender, o apartamento de Copacabana.
Uma vez vendido este imóvel, de Copacabana, saímos de nossa casa em Feira, e compramos uma casa bem mais confortável, no bairro Jardim Cruzeiro, era mais no centro da cidade, além de nossa casa, possuir um terreno grande, onde construímos finalmente a nossa fábrica de confecções, onde registramos com o nome de “TYERRA INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE CONFECÇÕES LIMITADA MICROEMPRESA”, lá tivemos a oportunidade de empregar vários profissionais e principalmente as minhas cunhadas, que também ali residiam, juntando o útil ao agradável, além desta fábrica em que a “Esposa” cuidava da parte de produção, e eu fiquei responsável pela parte burocrática e administrativa; além disso, também registrei uma “Empresa Individual” “FERNANDO MARINS LEMME MICRO EMPRESA”, que se destina “A ELABORAÇÃO DE CONFECÇÃO DE PLANTAS DE DESENHO TÉCNICO (A NANQUIM) para auxílio aos SERVIÇOS DE ENGENHARIA CIVIL E MECÂNICA”; e com outra parte do dinheiro, tivemos a possibilidade de adquirirmos uma Bela e frutífera Chácara com piscina, de aproximadamente “cinco mil metros quadrados” em área nobre, da cidade Lauro de Freitas, Estado da Bahia, esta, ficava a aproximadamente dez minutos a pé, da praia, onde tivemos também a possibilidade, de passarmos excelentes fins de semana com toda a família reunida.
Em 03 de maio de 1990, eu e a minha “Esposa”, fomos agraciados com um magnífico presente de Jesus, aonde nos encantou as nossas vidas, e mesmo atualmente nos encanta, mesmo de minha parte, estando residindo em outro estado, este maravilhoso presente, foi uma criança, linda, graciosa e perfeita, extremamente dengosa, onde se transformou em uma preciosidade de menina, atenciosa, obediente, e carinhosa. Após os trâmites legais, referente à “Adoção Judicial”, pudemos finalmente oficializar aquela bonequinha, e declararmos “aos quatro cantos do Planeta”, que tínhamos uma filha. A minha bambina, amada e adorada filha, com um novo nome que escolhemos, mas, “a minha princesinha, que infelizmente hoje ela não gosta mais de mim e nem me aceita como pai”, que as Forças do Universo a abençoe e a proteja ontem, hoje e sempre, e ela ano que vem está se graduando profissionalmente como enfermeira, de minha parte, sempre peço ao Supremo Criador Superior Universal, que permita que minha criança nunca pare de estudar.
Hoje uma linda e bela morena, que com certeza, já casada e formada em Enfermeira Emergentista, além de estar cursado uma segunda faculdade, a de Educação Física, já muito bem-casada em que me agraciou com uma linda netinha, nesta também linda e próspera cidade de Salvador, Bahia.
Mais tarde trouxe minha mãe para morar conosco, devido a sua idade que já se fazia avançada, e como infelizmente, o nosso casamento já vinha se desgastando lentamente, minha mãe, preferiu alugar uma casa próxima a nossa, com receio de vir a provocar alguma possível interferência.
Como minha mãe, já vinha apresentando um acentuado declínio em sua saúde, passando a intercalar as noites que dormia em sua companhia, pois, mãe, quanto mais velha ela ficava, mais se parecia com criança, e começou a fazer artes, cada vez piores, mas eu passei a viver sempre em orações, sempre pedindo por ela, pedia que Ele me iluminasse, para corrigir este “desgaste frequente”, que estava ocorrendo em meu casamento, pois vivíamos com tanta paz e harmonia, e de repente começou este desgaste, que acabou em um divórcio, também frequentemente O perguntava, o porquê de ter recebido “uma filha normal”, se tudo que pedimos em nome de Jesus, Deus nos proporciona, sinceramente não havia compreendido. Seria porque eu não merecia esta prova, ou não teria a capacidade de sair vitorioso, sinceramente, ainda não havia compreendido.
Mas, meu Anjo da Guarda, não me respondia não me orientava, mas, continuava a pedir, uma nova oportunidade, para que eu recebesse um “filho ou Filha Excepcional / Especial”, não imaginaria como, mas o pedia incessantemente.
Nessa época, frequentava o “Grupo da Loja Rosacruz” em Feira de Santana, com a benção do Deus do meu coração, tive o privilégio e a honra de conquistar excelentes amigos, que ainda hoje sinto sua falta, de agradáveis conversas que mantínhamos sobre os assuntos de Nossa Amada Ordem, e de outros assuntos também.
Também conquistei maravilhosos amigos e irmãos, no GRUPO ESPÍRITA BEZERRA DE MENEZES, que como ficava próximo a minha residência, no Bairro Jardim Cruzeiro, frequentava todas as noites que tinha reuniões, onde sempre, com a benção de Deus, sempre voltava para casa, com “As baterias renovadas”, e assim consegui forças, para enfrentar as situações que a “Sábia escola da Vida”, nos proporciona a todo instante, sempre que tinha a oportunidade de dialogar com o Plano Espiritual, fazia esta pergunta, e sempre a resposta era similar; “Quando recebia as respostas de nossos Amigos Espirituais, era sempre direcionado a aprender a ter e a exercitar a PACIÊNCIA”.
Um fato muito interessante, que aconteceu comigo, no período de aproximadamente quinze anos que estive casado, se não me falha a memória, meu Anjo da Guarda, nunca se manifestou para comigo, em relação a “Viagens de Aprendizagem”, mas em compensação, tive total e irrestrito apoio e orientação da Espiritualidade Superior, que administrava o Grupo Espírita Bezerra de Menezes, inclusive, nesse período de casado, soube que estava temporariamente “bloqueado”, para “comunicações fora da Casa Espírita”, mas nem por isso, obtive sempre orientações e correções de possíveis desvios de comportamento e ações, diárias.
A vida continuava a “Esposa” na sua Indústria de Confecção e eu como à Prestação de Serviços de Desenhos Técnicos, trabalhando em casa, já nessa época, estava residindo em companhia de minha mãezinha, inclusive o meu escritório era em sua sala, pois para o meu trabalho, prefiro e necessito de silêncio, e geralmente “FAMÍLIA GRANDE, SEMPRE TEM ALGUÉM FALANDO, VINDO A INTERFERIR NESTA MODALIDADE DE TRABALHO QUE EXIGE MUITA CONCENTRAÇÃO”. Residia com mãe, pois a esta época, o nosso processo de Separação Amigável (Divórcio), já estava correndo em Trâmites Legais, e poucos dias após, obtivemos a conclusão, oficializando o nosso Divórcio, em 12 de setembro de 1996, com a Ordem Judicial, determinando que a nossa filha ficasse sob a guarda da mãe, até completar a maior idade.
Tempos depois, em meados de 1995, vendemos o apartamento de Petrópolis, (OUTRO MAIOR ERRO QUE COMETEMOS (Eu e minha mãe) FOI A VENDA DO IMÓVEL, DE PETRÓPOLIS, RIO DE JANEIRO, POIS ELE HOJE ESTARIA SUPERVALORIZADO e ME SOCORRENDO FINANCEIRAMENTE), vindo a comprar uma grande casa de dois andares no bairro de Feira de Santana, próximo a minha antiga casa, e um carro um fusquinha, na frente desta, abri uma loja, papelaria e sorveteria e do lado um reservado onde depois transferi oficialmente o meu escritório de desenho.
Tive a oportunidade, de fazer cursos de Culinária, Panificação e a Culinária Baiana, aprendi muita coisa, onde me interessei muito pela Gastronomia, mas dando preferência as Gastronomias Italianas, pois tinha a oportunidade de caprichar nas fabricações das Massas Caseiras, já a Gastronomia Baiana, não me interessei, devido a certos temperos que só se encontra na região, e como tinha em mente, futuramente voltar para o sul do Brasil, ficaria quase impossível adquirir tais condimentos, assim procurei me especializar na Culinária Italiana, que modesta a parte, me considero, não sou um “expert”, “MAS UM BOM COZINHEIRO EM MASSAS ITALIANAS”, e “arranho” em algumas comidas francesas, o suficiente para não decepcionar ninguém, afinal sou descendente do berço da melhor culinária mundial; “Italianos da Calábria, Francesa e Portuguesa”, em ambas as famílias apreciam muito a comida portuguesa, mas infelizmente minha avó, Bellarmina Gonçalves Marins, excelente cozinheira, tinha como regra, que “HOMEM NÃO ENTRAVA NA COZINHA, A NÃO SER PARA SE ALIMENTAR”.
Em Dezembro de 1999, eu e minha mãe, resolvemos nos mudar de Feira de Santana, pois houvera uma oportunidade para eu vir a trabalhar em Florianópolis, Santa Catarina, pois era um grande centro comercial, com diversas Construtoras de grande porte, embora que uma se interessou ao receber o meu Currículo e minha experiência profissional, pois a havia “servido a eles” em Feira, quando necessitou de serviços de desenhos através de um engenheiro que frequentemente prestava tais serviços.
Como já tinha saudades dos tempos em que trabalhei no interior de Santa Catarina, não pensei duas vezes, aceitei imediatamente o convite. Providenciei uma transportadora, e minha mudança coube em duas carretas, e o restante mais delicado abasteceu o meu “fusquinha”, (Carro que eu sempre admirei, nunca tive interesse em trocá-lo por outra marca ou modelo, embora tivesse condições e oportunidade), foi quando minha mãe me pediu que passasse pelo Espírito Santo, pois ela tinha saudade de sua terra natal, principalmente por Cachoeiro de Itapemirim, concordei, afinal era caminho, um pouco mais longe, mas fiz a sua vontade.
Mas o mais interessante, é que na vida, o real, não é a nossa programação, e sim a “Programação do Alto, e a Vida, tinha outros planos para nós”. Mas um fato interessante aconteceu antes de desmontarmos a nossa antena parabólica, assistir uma reportagem sobre uma linda cidade praiana e do interior, denominada “Anchieta”, era uma rua de terra batida, de um lado uma graciosa praia, do tipo a de Niterói no Rio de Janeiro, que é uma praia dentro da “Baia de Guanabara”, esta praia se assemelhava demasiadamente e do outro lado também em terra batida, uma fileira de casinhas brancas de portas e janelas azuis, um ambiente pacato e inspirador para uma pintura, foi quando comentei com mãe, que era em uma cidade assim que eu gostaria de morar, um dia. O assunto morreu e o sinal apagou. A antena foi desmontada.
No dia da viagem, passei na casa da antiga esposa, para me despedir dela, e de minha bambina, minha filha amada, infelizmente não poderia levá-la comigo, embora quisesse muito, pois era na época era menor de idade, e estava sob “Ordem Judicial”, com a guarda em responsabilidade de sua tão amada e carinhosa mãe, a antiga esposa. Lembro-me perfeitamente, como se fosse hoje, após entregar as chaves de minha casa, para que ela alugasse a casa, as duas em pé no portão, chorando igual a uma “Cascata ou Cachoeira”, até hoje não sei que mais estava chorando, e eu me segurando para não desistir da viagem, só para não ver a minha amada filhinha sofrer tanto, mas procurei não demorar, e quando dobrei a esquina, quem começou a chorar fui eu, a ponto de mais adiante, fora do alcance de suas vistas, estacionar o carro, para chorar também tudo de direito, pois afinal pegaria estrada, e não poderia desviar a minha atenção.
Fizemos uma viagem relativamente calma, até a capital, Vitória, no Espírito Santo, embora esta viagem demorou uma semana, por sorte a nossa viagem foi com tempo bom, sem muita claridade em uma estrada de alto risco, pois tem uma grande frequência de gigantescas carretas para transporte de madeiras, e em grande quantidade, dificultando as ultrapassagens, o único problema é que Ônibus e Carretas, não respeitam carro pequeno, e nessa nos tiraram da estrada cinco ou seis vezes, mas fora isso, foi tudo perfeito, pois tenho medo de dirigir a noite, e assim quando se aproximava das quatro horas da tarde, imediatamente procurava uma pousada para passarmos a noite, demoramos um pouco mais, mas chegamos bem.
Ao adentrarmos na capital capixaba, deparamos com uma torrencial chuva, que tive de me esconder em um posto de gasolina, para não ser arrastado pela correnteza, embora o carro estivesse pesado, não queria arriscar, aproveitando para reabastecer. Só à noite conseguimos sair daquela “ilha”, para seguirmos para a casa de um primo meu, que também mora na capital, ao chegarmos, buzinei e ele ao chegar à janela, fez sinal para entrarmos, mas não desceu para nos receber, estranhei que ele estava rindo muito, até pensei que fosse pela chegada de sua tia Nina, que também um dia a criara, pois se tratava da mãe de todos os sobrinhos, era a “Tia Nina”, afinal toda a família a venerava. Saí do carro, abri o portão, entrei um pouco, voltei e fechei o portão, até aí estava tudo maravilhoso, quando me aproximei da casa, aí sim, veio à surpresa, quando me preparava para esticar as pernas, foi que percebi o motivo daquela “risada seca e besta”, pois do lado de cada porta do carro, existia um belo e pomposo exemplar de um cachorro “Pastor Alemão Capa Preta”, sentado, olhando e rindo, para as portas do carro, era uma “risada linda, mostrando seus dentes caninos pontiagudos extremamente alvos e babando”, parados como uma estátua, aguardando ordens para atacar ou recuar, dois belíssimos exemplares de “Puro Sangue”.
Ao olhar aquelas belezas, gelei e avisei a mãe, para não abrir a porta, pois estávamos correndo risco de vida, e a expliquei o porquê, foi à segunda vez que vi mãe calma e serena, embora extremamente cansada e já com a idade avançada, já 90 anos, assim ficamos quietinhos no carro, até que meu “priminho” se cansasse de sua brincadeira. Depois de mais ou menos quatro horas, sentado naquele carro apertado, e após um dia inteiro de viagem, ele resolveu dar a contraordem para os animais, estes, imediatamente se retiraram e foram para suas casas.
O “Engraçadinho”, depois de sua “brincadeirinha”, saiu da janela e foi receber sua Tia Nina, após abrir a porta do carro, e mãe ter saído, ele inocentemente chegou o rosto perto de mais de sua Tia Nina, com a intenção de dar um beijo, mas para sua infelicidade, a mão da Tia Nina, foi rápido demais, deferindo um bofetão em seu rosto, que ele quase caiu, e até eu senti aquela dor, mas me contive para não rir daquela situação cômica.
E pior de tudo, que ele não tinha como reclamar, depois veio uma bronca, que ele imediatamente começou a chorar, e pedindo desculpas e mais desculpas para ela. Foi aí que me lembrei da conversa que ela tivera com o “Toni” em Petrópolis, deveria ter sido semelhante, mas esta, eu não assisti, apenas o vi me pedindo perdão, igualzinho este meu outro primo.
Quando ele tentou argumentar, ela exigiu que ele ficasse quieto, pois ela estava cansada e precisava descansar, e no dia seguinte teria uma longa conversa para com ele, e muito a aprender ele também teria.
Resumindo esta fase, três dias após, estes e os outros cachorros dele, eu os amansei, a ponto de eu deitar sobre suas barrigas e vir a dormir serenamente, resultado, ele se desfez dos cachorros, pois precisava de “feras”, e não de domesticados.
Ficamos na casa dele aproximadamente por três meses, até que alugamos uma casa em Anchieta, mas não foi aquela Anchieta que vira na reportagem, aquela deveria ser no tempo da fundação desta adorável cidade, e quando foi exatamente na passagem do ano, digo, na passagem do século, digo, na passagem do milênio, 1999/2000 já passamos em Anchieta.
Dias depois comecei a frequentar o GRUPO ESPÍRITA ATUALPHA BARBOSA LIMA, e como estaria “provisoriamente” (pensava eu), em Anchieta, pois pretendia seguir viagem para Florianópolis, ledo engano! Pois sem eu imaginar a “Sábia Escola da Vida e do Destino”, já havia nos colocado em nosso destino final, afinal esta era a Determinação do Plano Espiritual Superior, que em parte, funciona igual à Justiça na Terra: “Ordem Judicial, não se discute, CUMPRE-SE”.
O tempo foi passando, as raízes foram se firmando, na Casa Espírita, conhecemos aquela que viria a ser uma nova “Mãe” para nós, principalmente para mim, que se chamava “VENITA ABRANCHES SIMÕES”, que após se compadecer com minha mãe, usando sua influência, conseguiu através da Prefeitura Municipal de Anchieta, uma doação de um Lote de Terra, no Conjunto Habitacional Padre José de Anchieta, que estava sendo construído, e logo após a Casa Espírita, construiu uma Casinha para nos abrigar, fugindo do aluguel, e logo após, Dona Venita, com recursos do Centro Espírita e Mão de Obra da Prefeitura, amplia a nossa casa, a fim de que minha mãe e eu pudesse obter maior conforto, pois ela em sua experiência de vida, já sabia e também já havia sido informada, o que a vida nos aguardava.
Que o SENHOR DA VIDA, a abençoe e a proteja, agora, que está desencarnada, e ilumine seu futuro e que suas próximas encarnações sejam também abençoadas, tanto quanto esta, ou melhor.
E assim, o tempo foi passando, abandonei por definitivo a minha ida para Florianópolis, e acabei me afastando totalmente do mercado de trabalho, para única e exclusivamente tomar conta de minha mãe, até quando ela desencarnou, também.
Foi nesse período que eu vim a compreender, o porquê “O Deus do Meu Coração”, me presenteou a minha primeira filha a minha “bambina”, com saúde perfeita e normal, afinal, era eu FERNANDO MARINS LEMME, que desde minha juventude havia solicitado interruptamente, um filho ou uma filha, “Excepcional/Especial”, e não a antiga esposa, e além do mais não seria justa ela assumir uma “Benção deste Porte”, uma vez que ela não a solicitou, mas como fui eu e a minha querida e amada Katharine que pedimos, Deus me deu este maravilhoso e abençoado presente, que foi minha mãe, que com o avanço da idade ela ficou equivalente a uma criança EXCEPCIONAL/ESPECIAL, mas Deus em sua bondade infinita achou que eu estava com enfrentando à situação com relativa facilidade, aí Ele resolveu, Brincar um pouco mais, e a transformou equivalente a um “ALTISTA” também, para ver se eu me sairia vitorioso. Sofri e Apanhei muito, nos dois sentidos, Físico e Emocional, mas acredito ter saído vitorioso.
Mas vou relatar mais adiante esta maravilhosa e abençoada passagem em minha vida, pois a mim serviu como lição de vida e principalmente crescimento espiritual.
Já em Anchieta, contatei alguns “irmãos da nossa amada Ordem Rosacruz”, residentes aqui nesta cidade, e com as devidas autorizações da “SUPREMA GRANDE LOJA DE JURISDIÇÃO LÍNGUA BRASILEIRA”, com sede em Curitiba, Estado do Paraná, e da nossa “LOJA DE VITÓRIA” após muito dialogo, nós, (eu e mais quatro membros, já antigos), tivemos a honra de fundar, um “PRONAOS ROSACRUZ”, nesta cidade, mas infelizmente, os irmãos não compareciam conforme o previsto, e, além disso, o local reservado para as reuniões era uma sala, cedida por outra irmã, parte de sua residência, gerando constrangimentos e perda de liberdade.
Devido a este fato, e como a maioria residia na Cidade de Guarapari, a trinta quilômetros de Anchieta, ficou decidido que este “Pronaos”, seria transferido para esta cidade, como realmente foi facilitando o acesso de vários outros irmãos da Ordem.
Em outra oportunidade, quando estive na capital Vitória, tive a alegria de visitar a “Loja principal do estado”, onde revi vários “Irmãos e Irmãs”, que já os conhecia, em época da Fundação do Pronaos de Anchieta.
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CONTINUA NO: 09º. Volume
VISÕES DE ADELINA MARINS LEMME – APÓS SUA MORTE
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Fim do Trabalho

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Sobre a Autoria

(POR GENTILEZA, FAVOR CONSULTAR — MARINS ARTE DIGITAL REDAÇOES: — PUBLICAÇÃO Nº 0001 – Minha História – QUEM É FERNANDO MARINS LEMME – Vol. 01 de 13)
Acesse o Link Abaixo:

http://marinsartedigitalredacoes.com.br/wp-content/uploads/2019/11/0001-%E2%80%93-Protegido-%E2%80%93-QUEM-%C3%89-FERNANDO-MARINS-LEMME-%E2%80%93-Vol.-01-de-13.pdf

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Referencias Bibliográfica

Ficha Catalográfica

LEMME, Fernando Marins. — CURINGAS DA COZINHA — Receitas das Famílias Marins & Lemme – Dicas Práticas de Cozinha – Receitas de autoria de diversos Chefes Renomados da cozinha do Brasil – Itália – França – Portuguesa.  — “CONSULTAR MEU BLOGUE”: MARINS ARTE DIGITAL REDAÇÕES: — (Textos Dissertativos ou Narrativo, conforme a minha interpretação dos Livros Lidos) &  (Biografias dos Autores – Relacionados em numeração diferente)  <https://www.marinsartedigitalredacoes.com.br> — Título do Trabalho: Minha História – SÃO PAULO (SP) – SÃO LUIZ (MA) – FEIRA DE SANTANA (BA) – ANCHIETA (ES) – Vol. 08 de 13

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Enviado por MARINS ARTE DIGITAL REDAÇÕES em 20/11/2019
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Sobre o autor
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Anchieta - Espírito Santo - Brasil, 67 anos
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