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Beleza rara

            Procuramos em formas diversas, de se expressar gestos, cores, corredores e desamores e em tudo buscamos algo tão longe que as vezes nos perdemos e ficamos sem saber para onde prosseguir para aqui ou ali, para o lado de cá ou de lá, olhamos sem jeito para as coisas em nosso redor, enormes montanhas de concretos para ser galgado degrau a degrau o dia inteiro, semanas, meses até anos e anos uma vida inteira de correria de cá para lá, e assim passamos por ai, e as vezes contentamos com um carro bonito ou mesmo o ultimo lançamento da marca sei lá e por incrível que pareça voltamos para os degraus.
            E nos degraus vivemos ali, desviando de nossos olhos o que realmente tem sentido, subimos e descemos sempre em busca de nada e por incrível que pareça paramos e andamos sem saber para onde vamos, falamos de tudo do asfalto quente do sol escaldante, da brisa que refresca, do dia que terminou e da noite que se inicia e ainda assim saimos por ai e dizemos estamos vivendo, com isto lavai-nos novamente sem nada de bom dia ou até mesmo boa noite.
            E tem horas que até paramos e sem perceber começamos a olhar o rio que corre manso em sua margem, a brisa que toca em suave levesa a nossa face, o sol que vai encobrindo atrás da montanha, o oceano com seu explendido infinito em outras vezes vamos até assistir a um concerto ver os músicos tocar melodias lindas com seus instrumentos magnifícos, shows cheios de luzes coloridas e tudo mais, até andamos de bike para aliviar do stress da semana ou mesmo do ano que foi estridente com estas e outras passamos por ai com formas e tons variados tem horas que até pre-o-cupamos com as favelas e até dizemos coitado daquela gente sofre muito, por vezes só dizemos nada mais que isso e com o mesmo gesto voltamos o olhar somente para nós mesmos e com a mesma atitude contentamos com um aparte ou coisa e tal.  Falamos por demais e enchergamos por de menos, dizemos besteiras pra todo lado e esquecemos o que é real e assim deixamos de lado o que tem sentido.
            Não fazemos nada e quando alguem tenta fazer criticamos e ficamos apenas preocupados com etiquetas e mais etiquetas e assim sempre nos colocamos nos degraus da onipotência com buxichos e mais buxichos, erguemos e dizemos nada por nada e assim seguimos nossa estrada mostrando ninguém para coisa alguma e deixando assim bem trancafiado em nossos baús enigmáticos o que realmente tem sentido a pura essência da vida, independente da cor, sexo, raça ou religião somos humanos.
CAMBRAIA JJO├O
Enviado por CAMBRAIA JJO├O em 22/10/2007
Cˇdigo do texto: T704580
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Sobre o autor
CAMBRAIA JJO├O
Lagoa da Prata - Minas Gerais - Brasil, 57 anos
464 textos (29649 leituras)
(estatÝsticas atualizadas diariamente - ˙ltima atualizašŃo em 18/12/17 09:44)
CAMBRAIA JJO├O