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A necessidade de um verdadeiro centrismo na política brasileira e mundial

"Centrão"

"Aquele psicopata (e/ou) "ultraconservador" que, desgraçadamente, foi eleito "presidente" do Brasil, em 2018, para sobreviver à possível cassação do seu mandato ignóbil e asqueroso, conseguiu cooptar (do verbo $$$$) boa parte do CENTRÃO para o seu lado..."

Essa é uma maneira honesta e resumida de se falar sobre os últimos desdobramentos da patética e sofrível política brasileira, em março de 2021 "dc"... Mas, tem um erro grave aí: chamar de "centristas" aquele bando de semi-analfabetos que, "em nome de deus, da pátria e da família", votaram a favor do impeachment da ex- "presidenta" Dilma Rousseff, em 2016.

Centristas não, porque eles são, em sua grande maioria, de "conservadores", de direita ... que são esses seres racionais, cautelosos e zelosos pela harmonia da sociedade humana (sarcasmo evidentemente estridente).

Eles são centristas, tal como os veganos são extremistas e os carnistas, moderados. Nada mais do que uma maneira superficial, excessivamente literal, de definir posicionamentos ideológicos com base em como que se posicionam em contextos relativos e não a partir dos seus próprios conteúdos que, por exemplo, colocaria o veganismo como muito mais moderado do que essa carnificina industrial, que tem exterminado bilhões de vidas, principalmente para que a cadeia alimentar de lucros continue vigorosa, claro, a lógica impermeável do capitalismo...

Os verdadeiros centristas não são centristas só porque estão no centro de um espectro político/ideológico, por não serem de esquerda ou (supostamente) de direita. E, sim, por serem os mais aptos a buscar pela verdade objetiva, visando à justiça universal ou à imparcialidade no julgamento; a seguir o básico bom senso, enfim, por serem mais ponderados em suas opiniões. Por isso que o Brasil, e outros países, precisariam de um verdadeiro CENTRÃO, isto é, de um predomínio de políticos com posicionamentos moderados (não necessariamente "isentos"), autocríticos, racionais, realmente preocupados com o bem estar social e geral, mesmo como um antídoto certeiro contra a polarização ideológica. Porque, o que temos, até a atualidade, tem sido um predomínio de "conservadores" (uma das razões para termos tanta corrupção na política...) e uma minoria de partidos e figuras políticas progressistas, predominantemente radicais, se para o marxismo ou para os identitarismos, se não buscam, de fato, dialogar com a população, na tentativa de conciliar e conceder pontos de vista (baseados na tola "estratégia" de "nunca retroceder, sempre avançar"); se acreditam, com absoluta convicção, de que estão certos sobre tudo e o oposto para os que pensam diferente...

Pois seria bom se existissem partidos "conservadores" realmente moderados, e não esse punhado de neoliberais que, se não são fundamentalistas nos costumes, são em relação à economia, do tipo que não quer oprimir, apenas explorar...

Mas, seria ainda melhor se tivéssemos legítimos centristas progressistas, se sabemos o quão importante é a justiça social ou o progressismo (preferencialmente o mais coeso e, portanto, justo possível) para a evolução humana mais ideal.

Modéstia à parte, eu acho que sou um exemplo desse tipo, por agora, praticamente inexistente na política, brasileira e internacional.

No entanto, para se chegar nesse nível de lucidez, no mínimo, esse tal "centrão", atualmente dominante em Brasília, deveria simplesmente deixar de existir, e, para que isso fosse possível, apenas combatendo de frente, ou de fato, a corrupção, começando pelo fim de benesses volumosas que a classe política tem tido direito, o que provavelmente afastaria parasitas (tal como o atual pseudopresidente...).

Mas, seria tal como se o Brasil tivesse que se reinventar, se a corrupção tem sido a sua marca registrada, desde as capitanias hereditárias, de quando nem era Brasil.
Thiago Fávero
Enviado por Thiago Fávero em 01/04/2021
Código do texto: T7221097
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Sobre o autor
Thiago Fávero
Bicas - Minas Gerais - Brasil, 32 anos
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Thiago Fávero