PRIMAVERA

Por noites solitárias

Decanto só solidão,

Vago por lápides frias,

Pelos cânticos que se vão...

Neste véu ensandecido,

Vão cânticos cristalinos

Florescer meu céu perdido

No vago abismo...ferido.

És noite sempre, amor!

Tão pálida quanto o dia

Tem sido só minha dor

Farta da triste alegria...

Sob pétalas de rosas,

Pelo céu tu' alma me sente.

És noite dolorosa,

Litúrgicamente - mente!

Morro nos versos que canto,

Morro nestes invernos meus,

Nas preces, em cada canto

Para morrer pelos teus...

Amareladas flores

Te beijam silentemente,

Primaveras são dores,

Ah! Beijadas eternamente...

*poema escrito em redondilha maior.

A linguagem é bem simples, quase infantil.

Escrevi quando tinha 14 anos. Havia acabado de perder meu pai. Muita coisa precisa ser alterada nos versos.

Dylla Vicente
Enviado por Dylla Vicente em 24/11/2019
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