Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Renda de Bilros

Poeta amiga, tu és incrível
voz além do poetrix, - soneto...
Deixo de ser raio no terceto,
prá cantar luar, se for possível.

Sou menino, pavio, cimento
na poesia do universo,
onde na entropia de um verso,
eu fio no vento - meu urdimento.

Serei poema. Noutro tecido
serão versos, - alma que aflora,
soneto de mim que ri, - e chora.

E no amor, ao amor sentido,
nesse soneto, uma oferenda:
sou vento bem tecido, - renda.

Marco Bastos

EXERCÍCIO
O mesmo soneto como SONETO SÁFICO.

Renda de Bilros

Poeta, antiga amiga, tu és incrível
tens voz além do poetrix: - soneto...
sinto-me agora um raio sem terceto
e vou cantar luar se for possível.

Serei menino, rei, pavio, cimento
aquecimento, em luz - o Universo
na entropia, brilho tão fugáz, meu verso
no fio do vento, será o urdimento.

Serei poema. Noutro mel tecido
terás os versos - mar que n´alma aflora,
- doce soneto em mim sorri - e chora.

É amor que trago, pelo amor sentido
nesse poema a minha oferenda:
Eu sou o vento bem tecido - renda!..
Marco Bastos
Enviado por Marco Bastos em 02/04/2006
Reeditado em 08/05/2009
Código do texto: T132626
Classificação de conteúdo: seguro


Comentários

Sobre o autor
Marco Bastos
Salvador - Bahia - Brasil, 76 anos
1733 textos (97787 leituras)
2 áudios (533 audições)
1 e-livros (804 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/04/21 21:41)
Marco Bastos