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Soneto ao amor que se foi

Preciso te contar dessa saudade,
que hoje encarde nossos travesseiros.
Quantos dezembros pedem aos janeiros
que te tragam de volta, inda que tarde?

A rosa murcha da fidelidade,
sem piedade, grassa na lembrança;
Exala o cheiro da desconfiança
que se mistura ao da sinceridade.

Foi tanto amor, que até deu piedade
fosse perdido, junto à tempestade,
nos ventos outonais daquele dia.

Resta à paixão morrer na primavera,
pra terminar a dor da triste espera
do beijo que morreu e não sabia,

que a boca que beija, quem diria...
se faz jura de amor, não é sincera!
 
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 04/06/2006
Reeditado em 08/12/2019
Código do texto: T169524
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Herculano Alencar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 65 anos
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13 e-livros (4881 leituras)
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Herculano Alencar

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