CONSTANTEMENTE



Eu sempre quis a minha vida inteira
E sem em troca pedir absolutamente nada
Plantar no mundo muitas e lindas roseiras
Daquelas e que encantam e perfumam a madrugada;

Eu sempre quis pura e simplesmente
Enfeitar o mundo oferecendo flores
Porém a incompreensão constantemente
Desiludiu-me causando-me tantas dores;

Que eu me recolhi tanto no ontem como no presente
No anonimato para não sofrer
Espalhando as rosas silenciosamente.

Assim prosseguirei presenteando a toda gente
Sem que jamais ninguém venha, a saber,
Que eu ofereço flores tão constantemente.


Brasília, 22/12/2010