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Corpo e vida

Que é forte, bravo, mas é pequenino
e delicado como um beija-flor
meu existir, eu sei. No meu verdor
já vislumbrava todo meu destino.

A minha vida - e a de qualquer mortal -
pode extinguir-se por qualquer razão.
Pode, entretanto, persistir, pois não
há regras no viver, é tudo natural.

Porém, quando o limite é alcançado
e sobrevem o término, afinal,
ocorre a radical transposição

e o existir se encerra. O corpo não
suporta a vida eterna, ele é mortal
e necessita de ser amparado.
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 30/06/2005
Código do texto: T29564
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Paulo Camelo
Recife - Pernambuco - Brasil, 73 anos
939 textos (293329 leituras)
36 áudios (11325 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/05/21 11:26)
Paulo Camelo

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