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TRILOGIA: MOEDA FALSA

Circula livremente pelo mundo,
Fazendo toda gente de palhaço,
No financeiro é crime, erro profundo,
No literário, é verso, mas bagaço.

De qualquer jeito é feito vagabundo,
Que não merece aplauso nem abraço,
Pois torna qualquer campo, infecundo,
Mostra do ser humano, o seu fracasso.

Mas a moeda falsa vai rodando,
É pena que essa hipocrisia impera,
Acobertando esses pseudossábios,
Em troca das migalhas que eles jogam.

Quem tem moeda falsa, tem quimera,
Nenhum real valor sai dos seus lábios,
Somente os erros onde eles se afogam.

II

Infelizmente são ovacionados,
No financeiro, quando dão o cheque,
No literário, aos versos afanados,
Que espalham a colher salamaleque.

Que compaixão me dá desses coitados!
A se abanarem com um roto leque,
Deitados sobre o Google, agoniados...
São anciãos em pele de moleque.

Alguns, mais caprichosos, se superam,
Na paciência de colher os nacos,
Para tecer a colcha de retalhos.

Que assinam confiantes e esperam,
Que aqueles que se mostram os mais fracos,
Aplaudam, veementes, seus encalhos.


III

Melhor seria... Céus! Como seria!
A tentativa sábia de aprender,
Em vez de se sujar por ninharia,
Algo de fato seu vir a escrever.

O meu melhor aplauso, ele teria,
Nada mais justo que se enaltecer,
Aquele que se arrisca na magia,
Com a própria alma, ao mundo comover.

Mais vale um verso honrado, sendo pobre,
Do que milhões que sejam copiados,
Sem pejo e sem primar na honestidade.

Se queres ser poeta, sê um nobre!
Sem te vergares aos cruéis cajados,
Da insana e podre falta de humildade.

Santos, 23/01/2010
www.amoremversoeprosa.com
Tere Penhabe
Enviado por Tere Penhabe em 16/06/2012
Código do texto: T3726935


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Sobre a autora
Tere Penhabe
Santos - São Paulo - Brasil, 66 anos
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Tere Penhabe