NÃO SEI...

Não sei se tenho saudade do Amor,

se é de mim mesma que tenho saudade...

Tão difícil me é viver nesta irrealidade,

nesta quase inexistência...sem fulgor!

Vivo sem viver; existo numa vida sem cor.

Debato-me com um excesso de liberdade

que afinal só me prende nesta ansiedade,

deixando-me numa solidão feita de dor...

É como morrer de sede à beira duma fonte.

É como olhar o mar sem nele poder entrar,

chegar à outra margem sem que haja ponte!

Fujo do que desejo. Tenho medo de encontrar.

Receio cair no vale, após ter subido o monte!

Mas gostaria de viver... p’ra me reencontrar!...

HELENA BANDEIRA
Enviado por HELENA BANDEIRA em 10/03/2007
Código do texto: T408335