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Meu soneto em versos livres

A poesia deu-se para a rima,
que corrompeu meu último soneto.
Desmantelou o régio esqueleto,
e a métrica servil que o arrima.

Dois versos livres são o par perfeito
para subverter a poesia
e dar à rima, enfim, a alforria
e dar ao verso, enfim, um novo jeito.

Não rimarei agora e doravante
um só verso, ainda que errante,
para vestir a roupa do defunto...

Terei este soneto como prova
de quantas rimas pus dentro cova,
em que este poeta pôs-se junto.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 15/09/2005
Reeditado em 15/02/2020
Código do texto: T50813
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Herculano Alencar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 66 anos
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Herculano Alencar

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