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Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica.

VINICIUS DE MORAES.
Arcanjjus Negrus
Enviado por Arcanjjus Negrus em 09/04/2016
Código do texto: T5600100
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Arcanjjus Negrus
Pinhais - Paraná - Brasil, 37 anos
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