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Raízes da morte

Eu pus em horta estéril esperança
Que cultivei em toda juventude
Murcharam as raízes de virtude
Na aflição de lúgubres lembranças

Quais vozes me causaram tais mudanças?
Selaram-se em dolorosa quietude
Prostrei-me a sombra da decrepitude
Análago ao corpo amorfo que descansa

E cravei novas raízes na má sorte
Arraigado nos vergéis da morte
Vítima de inevitável imolação

Num desenvolvimento embrionário
Formado nos flagelos funerários
Gerou nefasta gênese de um caixão
Thiago Araujo
Enviado por Thiago Araujo em 13/06/2018
Reeditado em 14/06/2018
Código do texto: T6363452
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Thiago Araujo
Duque de Caxias - Rio de Janeiro - Brasil, 30 anos
395 textos (11945 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/06/18 23:27)
Thiago Araujo