SAÍDA

Há toneladas de horas que acumulo

nas pálpebras, nas minhas mãos vazias.

Ponteiros caminhando, perambulo

o círculo do vício vão dos dias

Relógios nada sabem, recalculo

quanto de tempo sou e de utopias.

O mundo que se creu sabê-lo nulo

na morta vida que tu pretendias.

Saídas, que fazer, vou para onde ?

ante a porta fechada, sem caminho

talvez gritar - sou mudo quem responde?

O próprio eco de se estar sozinho

na fuga de si mesmo que se esconde,

da morte, a solução, vivo e mesquinho.

Renan Ivanildo
Enviado por Renan Ivanildo em 29/06/2018
Reeditado em 25/02/2019
Código do texto: T6377052
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