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A festa que se perde

A alma de quem morre está liberta
Do claustro cruel que a prendia,
O corpo que jaz e agora esfria
Tem destino oposto à alma aberta.

A exuberância da alma descoberta
Contrasta com a pobre anatomia,
Desfigurada pela tal necropsia,
Que Pitangui nenhum acerta.

Choramos pela carne que apodrece!
A alma, essência, a gente esquece,
Caindo em desespero sem motivo.

O homem se perde na contradição;
Tem medo da morte enquanto vivo,
E perde a festa da extrema-unção.
marcelo ferraz
Enviado por marcelo ferraz em 03/10/2007
Código do texto: T678738

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Sobre o autor
marcelo ferraz
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 51 anos
42 textos (734 leituras)
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marcelo ferraz