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O CACTO E O DESPREZO DO VENTO - (soneto estrambótico*)

   
      Um cacto solidário implora ao vento,
      trazer em seu alforge a chuva santa,
      Por empatia àquela doce planta,
      Que não suportaria um só momento

      Sem saciar sua sede... E em detrimento,
      a vida lhe extinguia... E ao que espanta,
      O vento bem cruel, diz: - Não adianta,
      Ceda você, do estoque; e já lamento,

      Sua sobrevivência nesse solo,
      Sombrio, empobrecido e sequioso...
      ... Se assim continuar ceder seu colo!
   
       E o cacto respondeu, sabiamente:
       - Serias bem mais útil, se amoroso.
       Ao que ele retrucou: - És insolente!

                                 Então, chegada a HORA:
      A planta diz ao vento (em tom choroso:)
      - Perdoo-te! Porém...Sê, mais caridoso.


             

     P.S - *Estrambotes ou cauda:
           
               - Uma estrofe a mais, de três versos.
                - métrica: 6, 10, 10.
                - rimas: dois últimos versos, com rimas iguais.

               - Também podendo ser acrescido de um único verso
                  ou dois.
               
Aila Brito
Enviado por Aila Brito em 15/01/2020
Reeditado em 18/01/2020
Código do texto: T6842487
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Aila Brito
Cocal - Piauí - Brasil
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Aila Brito