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O ocaso do opróbio ( poema sentido sem sentido )

No estertor da covardia conivente,
o ostracismo se abraça com a derrota.
E seguem, funestamente, a mesma rota
no sórdido abissinismo insurgente.

Como gêmeos pusilâmines, indecentes...
seguem, de mãos postas, atrás da procissão,
rezando a reza torta da corrupção,
presos nas fiéis algemas de antigamente.

Por serem filhos abortados da miséria,
vivem a entoar sua neuma deletéria
nos cavernosos templos da desesperança;

E ao degradarem-se na mais cruel progéria,
hão de ostentar uma homérica pilhéria
no ocaso triste desta espúria aliança.
 
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 10/11/2005
Código do texto: T69837
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Herculano Alencar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 66 anos
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