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INTERAGINDO COM FLORBELA ESPANCA
 
 
Florbela Espanca dispensa apresentações. A minha admiração por esta soberba poetisa, infeliz na vida mas com obra magnificiente, é, há muitos anos, humildemente declarada. Apresento aqui uma modesta interação a um dos seus mais lindos sonetos. Espero que o/a leitor/a goste.



 
AMIGA


Deixa-me ser a tua amiga, amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor
A mais triste de todas as mulheres.

Que só, de ti, me venha magoa e dor
O que me importa a mim? O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por mo dizeres!

Beija-me as mãos, amor, devagarinho...
Como se os dois nascêssemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...

Beija-mas bem!... Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei pra minha boca!


Florbela Espanca





 
Quero que sejas minha amiga, amor
E também quem sempre me amou e ama
Que sejas a melhor, a eleita sem dor
Para comigo estar sempre, na chama
 
Em teus olhos nunca quero ver tristeza
Não, nem mágoa, apenas terno amor 
E que sempre seja sonho em beleza
Bendita sejas por dares tanto calor
 
Beijar-te-ei sim tuas mãos com ternura
Seremos uns ternos passarinhos irmãos
Entre nós não mais existirá lonjura
 
Elas serão osculadas com doçura
Serão apenas guardiãs, as tuas mãos
Em ti não mais existirá amargura!
 
Ferreira Estêvão











 
Ferreira Estêvão
Enviado por Ferreira Estêvão em 01/04/2021
Reeditado em 01/04/2021
Código do texto: T7220990
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Ferreira Estêvão
Lisboa - Lisboa - Portugal
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Ferreira Estêvão