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VELHA VIA

Meu ar de poeta, entregue à tristeza,
nem sempre traduz-se na minha poesia.
Mas o transeunte, que corre a avenida,
por vezes conduz-me a uma velha via;

por onde, sonhando com a calma do vate,
construo um mote de metros-saudade,
tentando dar voz à tristeza do outro,
oculta na pressa da modernidade.

E embora esse eu outro nem saiba de mim,
ou de minha poesia mal remediada,
acabo provando, ao sonhar assim,

que o ar do eu poeta, por esse remédio,
no melhor estilo do ultra-passado,
ainda acalma as dores do tédio.
Wancisco Franco
Enviado por Wancisco Franco em 25/11/2007
Reeditado em 29/11/2007
Código do texto: T752721

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Sobre o autor
Wancisco Franco
São Paulo - São Paulo - Brasil
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