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Não sou vil assim, de guardar mágoas

Não sou vil assim, de guardar mágoas
Nem me julgo - se tampouco me entendo -
Mas garanto-lhes que, mesmo sofrendo
Ergo a fronte, e faço de espelho as águas

Mesmo quando um amigo me indagas
(Se mesmo amigo) respondo, não contento:
''Sou assim, sempre fui, e continuarei sendo''
Mesmo quando em meu sangue o ódio vaga

Não sou puro, mas ergo a fronte e digo
Que já se foram incontáveis outros perigos
E ainda assim, mil outros ainda virão

Serei puro, afirmo, e vocês verão
Quando a alguns palmos abaixo do chão
"Aqui jaz, quem d'amor viveu/morreu" estiver escrito.
Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 25/04/2008
Código do texto: T961634


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Sobre o autor
Júnior Leal
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 36 anos
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Júnior Leal