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Metamorfose

E vejo quão tristonha é a solidão
de quem não tem sequer com quem falar:
o pânico se instala, devagar,
e assim, sutil, transforma em mundo-cão

o paraíso que eu quis construir
alicerçado nesse nosso amor...
Ah! Grande amor que agora é um mar de dor
onde eu naufrago o meu pobre existir!

O ser sentimental que habita em mim
metamorfoseou-se, sem querer,
num reles, rude, triste ser chorão.

Eu fico a verter lágrimas sem fim
e choro esta loucura de viver
amarguradamente sem razão.
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 05/04/2005
Código do texto: T9948
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Paulo Camelo
Recife - Pernambuco - Brasil, 73 anos
940 textos (294620 leituras)
36 áudios (11358 audições)
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Paulo Camelo

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