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Avliscordel

Um estilo de poema
Criador: Chico Chagoso
Data: Mar/2015

O nome:
     Avliscordel, é a junção de Avlis (Estilo de poemas também do mesmo criador) e Cordel (Estilo bastante conhecido).
     A ideia é esta mesmo: é a junção de características do Avlis (Repetição de versos) e do Cordel. Neste caso o cordel estruturado em septilha.

Estrutura:
Título e cinco septilhas separados por linhas em branco:

Título
[Linha em branco]
1ª septilha
[Linha em branco]
2ª septilha
...
5ª septilha

Métrica:

Todos os versos com o mesmo número de sílabas. Preferencialmente redondilha maior ou decassílabos.  A contagem das sílabas segue a poética portuguesa.

Repetição de versos:
O primeiro verso da primeira estrofe (portanto o primeiro do poema) obrigatoriamente será o segundo verso da segunda estrofe; o terceiro da terceira estrofe; o quarto da quarta estrofe e o sétimo da quinta estrofe.

Rima:
Segue o mesmo esquema para todos os versos, podendo ser um dos dois esquemas usados para o Cordel em septilha, observando-se a repetição já citada:
Ababccb, bAbacca, abAbccb, babAcca e babaccA; ou
Abxbccb, xAxacca, xbAbccb, xaxAbba e xaxabbA
Com exceção do "A" que refere-se a repetição do mesmo verso, os demais "a", "b" e "c", só guardarão similaridade obrigatória na rima dentro das suas próprias estrofes. Os "x", como já é sabido, não preserva rima, ou como chamam alguns, trata-se de rima livre.

Mote: Não ha exigência alguma, mas espera-se que haja algo familiar ao cordel.

Sugestão de desenvolvimento:
Que cada estrofe tenha início,desenvolvimento e conclusão, fomando uma espécie de capítulo dentro do poema que, por sua vez, deverá ter cinco capítulos.

Pontuação e capitalização: Normal, seguindo a praxe do Português: Ponto Parágrafo, final, exclamação, interrogação, ponto e vírgula, etc, etc... Bem como Letras maiúsculas no início da cada frase.

Exemplo:
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José Sabino (Avliscordel)

No sertão do Ceará
Nos idos dos anos vinte
Quinze léguas de Quixadá
Sem nenhum outro requinte
Cidade Maria Pereira.
Na frente de uma arueira
Aconteceu o seguinte:

Não chovia nem uma gota
No sertão do Ceará
Nem água pra lavar roupa
Nem pra um banho tomar
Foi então que um menino
Que chamou-se Zé sabino
Nasceu assim, sem avisar

A fome a castigar
Precariamente vivendo
No sertão do Ceará
O menino foi crescendo
Não vendo futuro algum
Se mandou pra Iguatu...
O seu pai nada sabendo

O velho tão revoltado
Resolveu deixa pra lá
Pois estava acostumado
No sertão do Ceará
Ver o povo indo embora
Pro Norte e Brasil a fora
E, às vezes nem voltar.

Tentou voltar, mas em vão
Nenhuma saída vendo
Deixou de lado o Sertão.
Em Porto Velho vivendo
Nunca esqueceu Pedra Branca.
Dos tempos que era criança
No sertão do Ceará
Chagoso
Enviado por Chagoso em 05/04/2018
Reeditado em 07/04/2018
Código do texto: T6300619
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Chagoso
Porto Velho - Rondônia - Brasil, 59 anos
517 textos (40639 leituras)
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/07/18 15:48)
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