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FORASTEIRO SEM SORTE

No rancho onde moro
Ao lado do córrego das minhocas
Rodeado de ingazeiros
Sucupiras, pequis, mangabas e jatobás
Lindas e imponentes árvores do meu lugar
Na pequena e pacata três marias
Onde o destino me levou a morar
Era tardizinha
Quinze horas aproximadamente
Surgiu-me um forasteiro
De trajes preto e amarelo
Bem aparente
Que me apresentou de repente
De forma inusitada
Sem me dizer nada
Começou logo um show
De suas artes
I a me encantar
Nesse instante tive a sensação
De que o espetáculo era pra mim
Logo fiquei seduzido
Com seus movimentos e cantorias
Próprias de um trapalhão mirim
Subia e descia pelo tronco da arvore
Suas mudanças constantes de estilos
I de tonalidade de sons espetacular
Nunca visto antes impressionou-me
Sem perceber ao aproximar-me
Sentiu-se acuado e receioso
Foi embora sem se despedir
Ficou a saudade
Chateado e a culpar-me
Por não ter deixado meu amigo
Mais a vontade
Fiquei com aquela sena fantástica
No meu inconsciente
Minutos depois de sua partida
Começou a chover levemente
De estilo duradora
Choveu a noite toda
Três horas mais ou menos
Apos o inicio da chuva
Acabou a energia
I não mais voltou
Passei a noite no escuro
Um horror
Como de costume
No dia seguinte
Liguei para a operadora de energia
Que não demorou
Assim que os profissionais chegaram
Fomos direto para o local
Verificar o que acometeu
Ficam cento e cinquenta metros
Do rancho onde moro
foi la que o pior aconteceu
No momento que o eletricista
Trocava o fusível do tráfu
Percebi algo estranho
Quando bem perto cheguei
Preferia não ter visto
Mas não me contive e olhei
Deparei com o meu amigo morto
Logo o conheci
Jamais o esquecerei
A quela feição
Aquele que pra mim é um rei
Que encantou e me fez sentir-se
I revelar-me um cara amante
Carinhosamente o apanhei
Confesso estou triste e desconformado
No primeiro momento chorei
Nesse mesmo instante
Descobri em mim
Um sentimento que ate então
Não conhecia
O amor não escolhe gênero
De natureza e especie a instalar-se
Para amar basta querer e se entregar
Basta o coração não se impor
I abrir pra quem quer entrar
Basta um sorriso
Menos ainda um olhar
Basta ser diferente
I com gestos nos impressionar
Bastaria ser inteligente
I diante da imensidão se curvar
Bastaria ser gente
I a tudo e todos amar
Tentando encontrar resposta
Da da morte do meu amigo
Pus -me a indagar
De onde ele veio
Perto ou de longe
I se era aqui
Que ele pretendia morar
Se estava só e de passagem
Se tinha família pra cuidar
Sem encontrar resposta
Ao olhar para o assassino
Tive vontade de reivindar
Ele é conhecido
Covarde e cruél
Suas vitimas não tem chaces
São puras como meu
Inocentes e atraídas
Pela sensação de segurança
Para nele se hospedar
I sentir-se estar protegidas
E ai que o assassino entra
com seu lado perverso e perigoso
Uma maquina de matar
Manso pra se ver
Feroz que não da nem pra avaliar
Ele faz parte de uma organização
Uma quadrilha
Interligada a uma rede
Todos assassinos sem coração
Estão por todos os lados
Aqui, ali e acolá
Por onde ando la esta
Parece me perseguir
Mas quando o vejo
Procuro me afastar
Não sei quanto tempo
Ainda tenho de vida
Espero que seja o suficiente
Pra eu poder me dedicar
Juntar a outros e ganhar pêso
Pra mais forte me tornar
A fazer entender os responsáveis
E a sensibilizar
Governo, políticos e industrias
A se conscientizarem
Da importância de construírem
Equipamentos de proteção
Mais eficiente
Ao ponto de terminar
Com os óbitos
De todos os amigos do meu amigo
Cujo o destino é o azar
Do céu da terra e do mar
A estarem protegidos
Das invenções assassinas do homem
Que não tem limites e lugar
Nem tempo para acabar
  Autor=RCGUIM
Obs-(Este texto foi feito conforme o que aconteceu comigo no sitio
        onde moro; com relação ao pássaro eu ainda não consegui
        identificar sua espécia)      Autor=RCGUIM
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RCGUIM
Enviado por RCGUIM em 07/06/2018
Reeditado em 20/06/2018
Código do texto: T6358208
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
RCGUIM
Três Marias - Minas Gerais - Brasil, 58 anos
23 textos (370 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/06/18 15:36)