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Cacos de mim

      Na infância, achamos ter a propriedade do que não nos pertence. Terminando a adolescência, descobrimos que se desbotaram as cores com que pintávamos nossos sonhos. E após enxergarmos as ilusões, começamos entender que, em busca do incerto, deixamos escapar oportunidades e pessoas, que hoje, podem estar nos fazendo provar o sabor do viver por viver.
      Neste virar dos dias, vão ficando pedaços de um ser que, raramente será reconstituído. E, se repostos, já perderam o viço. Descobre-se que, o ser continua inteiro, porém não está todo vivo; pois uma árvore seca pode até balançar, mas já não faz o farfalhar das folhas, nem traz o frescor do vento.
Josué Firmino
Enviado por Josué Firmino em 26/05/2020
Código do texto: T6959146
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Josué Firmino
Arapiraca - Alagoas - Brasil, 64 anos
114 textos (3612 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/07/20 17:32)