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História de uma vida

Aquela menina
despertou para a vida
conhecendo uma paixão.
Tudo era novidade
e ela naquela idade
descobriu o amor.

O sonho de menina
na grande procura
do verdadeiro amor
transformou-se em loucura.
Loucuras de amor!

O tempo passou
e o namoro emplacou,
nada mais, nada menos
do que quatro anos bem vividos
dedicados com carinho e ternura.

Num momento tolo,
no calor de uma discussão,
por um motivo bobo,
descuidado...
teve seu fim abreviado.

O coração do menino foi acalentado
por uma outra paixão.
O coração da menina
partiu-se em mil pedaços
ao saber que seu amor encantado
já vivia em outro coração.

O tempo foi cruel
para o coração de Isabel
seu doce amor
transformou-se em fel!

A vida continua
e não se pode parar no tempo
porque o trem da vida
não espera na estação.

O coração da menina
recolheu-se feito flor sem água
porque a água de sua vida
era àquele amor.

O menino já esquecera a segunda
e por crueldade do destino
veio a se apaixonar pela melhor amiga
de sua primeira namorada,
a doce jovem Isabel.

Desprovido de sensibilidade
parecendo pura maldade
foi pedir conselhos de amor
para aquela flor.
Ora murcha, meio sem vida,
triste e cansada de tanta dor.

O seu retorno pareceu a ela
uma nova chance
de reviver o grande amor.

Tudo parecia perfeito!
Se ele voltou
é porque o tempo não apagou
todo sentimento vivido
e ela não desperdiçou a oportunidade
de declarar-se a ele
toda chama ardente de seu amor.

A flor havia novamente despertado para a vida
alegre e sorridente,
confusa e baratinada,
com receio de se iludir...

No entanto, deixou seu coração falar mais alto
e falou para ele que o tempo foi pequeno
para apagar tamanha loucura
e nunca morreu nela o desejo da procura.

Pobre menina!
Teve seu coração arrancado, pisado, amassado
e, mesmo assim, sobreviveu.

O menino voltara
como se fosse o carrasco do destino,
frio e cruel,  não exitou em dizer
que ela foi para ele uma grande amiga,
e que o passado havia sido enterrado.

Por que tamanha maldade?
Fazer despertar um amor
sabendo que sua simples presença
faria isto!
Jamais deveria ter voltado!!!

Se antes a flor sem água murchou,
agora com o fio frio de uma navalha
fez sangrar seu grande amor!





Mauricio Chila Freyesleben
Enviado por Mauricio Chila Freyesleben em 11/09/2007
Reeditado em 11/09/2007
Código do texto: T647902

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Sobre o autor
Mauricio Chila Freyesleben
Piçarras - Santa Catarina - Brasil, 44 anos
296 textos (15514 leituras)
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Mauricio Chila Freyesleben