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                            FLORESTA POSSIVEL
      Ofereço aos companheiros de jornada, vivos e mortos




A noite cai sobre os sonhos
A noite cai sobre as vidas.
Ninguem para dar guarida
A tal solidão medonha.

Começamos todos juntos
Tempo foi nos dispersando
Tempo foi pulverizando
Lutas, juras, testemunhos.

Vi rostos que eu conhecia
Trairem seus proprios rostos.
Vi vidas anoitecidas
Estrelas em ceus opostos.

Olhei-me em proprio espelho
Dei meu proprio veredito. 
Justo injusto? Tempos velhos.
Tempos novos - interditos.

Os que se foram, se foram
Os que ficamos, ficamos?
Mundo velho, sempre o mesmo
Mundos novos, que não foram.

São carceres, solitarias,
Esperança la no fundo
Tão no fundo que a perdemos.
Baus trancados sem chaves

Tão sem chaves, exiladas
Rimas, palavras e gestos...
Que resta de nossos rostos?
Historias que se calaram.

Tento inda pensar na vida
Como a paineira invisivel
Perante minha janela:
Minha floresta possivel.

Verde que te quero verde
Não vires cinza entre cinzas
Não vires morta entre mortas
Rosa que te quero rosa.

Espero o proximo Outono
Presença em minha janela.
Simbolo sejas da vida
Tal Fênix renascida.

                                      
Na noite de 11 de setembro de 2019.





Paineira na manhã deste 11 de setembro de 2019



Paineira no outono de 2019



 
Zuleika dos Reis
Enviado por Zuleika dos Reis em 12/09/2019
Reeditado em 12/09/2019
Código do texto: T6743053
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Zuleika dos Reis
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