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ACORDA...

 
Assisto passivamente
A morte da natureza
Se vão as árvores, vêem as casas...
Sucumbindo toda a beleza.

Aproveito enquanto posso
Observando os rastros da destruição
Natureza sendo esvaída
Contrai-se meu pobre coração.

São reflexos de modernidade?
O chão de terra virar asfalto...
Plantios dar lugar a prédios
O poder fala mais alto.

Enquanto isso natureza geme
Contorcendo-se de dor
Grita, mas ninguém a ouve...
Seus suspiros, seu clamor.

Parece que homem pensa
Que só ele tem inteligência...
E sabe se defender
E nem percebe a sua insignificância.

Pois quando a natureza resolve
O seu respeito cobrar
Levanta-se de seu leito feroz
E faz o próprio homem chorar.

Revoltada , abre comportas de rios
Acorda terremotos, vulcões...
Toca fogo nas matas
Eleva nível do mar, assanha furacões...

E aí eu me pergunto:
Cadê a inteligência do homem?
Se não serve nem pra viver em harmonia
Com a natureza, evitando seu próprio sofrer.
Fátima Feitosa
Enviado por Fátima Feitosa em 26/08/2007
Código do texto: T624209

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Sobre a autora
Fátima Feitosa
Mossoró - Rio Grande do Norte - Brasil, 51 anos
1490 textos (94835 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/17 14:02)
Fátima Feitosa