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BALADA DA LOUCURA


BALADA DA LOUCURA

Martírio horas estúpidas, obscuras
Os deuses declinam com dignidade
O pássaro rompe a noite escura
Asas negras a desafiar a verdade

Paira na escuridão lembranças do viver
Estou encolhida, de olhos vendados
A realidade insiste em sobreviver
Os sonhos que tive estão enterrados

Até quando irão me esconder?
Não sou daltônica nem alma penada
Condenada a um eterno sofrer
A vagar sem rumo, desesperada

Nesta caverna pestilenta não há luz
Nem resquícios de humanidade
Nada que ao meu imo seduz
Apenas o dissabor, a crueldade

Minha mente perturbada grita
Caso que nem mesmo Freud explica.
Insanidade encarcerada,
O cérebro a tal massa cinzenta
Que se ausenta e lamenta,
Pois me roubaram a oportunidade
De SER FELIZ!





Há muitos anos atrás, consegui trablhar por 19 dias
num hospital psiquiátrico, não suportei e me demiti.

Tânia Mara Camargo
Enviado por Tânia Mara Camargo em 28/08/2007
Código do texto: T627937
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Sobre a autora
Tânia Mara Camargo
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 60 anos
508 textos (17638 leituras)
7 áudios (418 audições)
1 e-livros (32 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 12/12/17 22:28)
Tânia Mara Camargo