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Sangue e Areia

                                                                    “É uma cova grande
                                                                 para tua carne pouca,
                                                                        mas a terra dada
                                                                   não se abre a boca”.


A família, quasimodesca, marcha sobre o árido e hostil sertão.
Tânatos, desvairadas gargalhadas! Para a marcha sepulcral.
O sol, sanguinolento, fustiga-lhes; aviva-lhes a ilusão.
Jornada insana e destino mortal...

Marcham! Marcham! Sob o teto rubro e dantesco.
O punhal da sede fura-os; são devorados pelo vulcão da fome.
Marcham! Marcham! A lava quente sangra-lhes os pés; tudo grotesco.
Alucinações! Corpos em frangalhos... Espantalhos! À frente o dólmen.

A criança ao colo não responde mais. Carne pouca. Olho extático...
Seca! O vento chora e castiga. A aventura infamante.
O casal deita sobre a cama vermelha e seca. Enredo dramático...

Vidas secas! Firmamento aberto. Astro-rei rosicler.
Agora dorme o casal... Um longo e profundo sono. Talvez, já distante!
Vidas ceifadas. Difícil crer...

 

Marcos Paulo de Oliveira Santos
Enviado por Marcos Paulo de Oliveira Santos em 30/08/2007
Código do texto: T630434

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Sobre o autor
Marcos Paulo de Oliveira Santos
Taguatinga - Distrito Federal - Brasil, 32 anos
12 textos (669 leituras)
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Marcos Paulo de Oliveira Santos