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Manifesto


Presos entre paredes dogmáticas,
Causa e efeito de nós mesmos,
Semelhante a débeis rosas pálidas
Mudas e estagnadas,
Esperamos que o Céu nos resgate.
Temos as almas estilhaçadas,
Desejando somente a inocência
Do sorrir de uma palhaçada
Com o que o mestre do riso faz rir a criançada.
Esperamos deitar sobre o campo;
Abrir as janelas deste mundo sem razão,
Entortando as grades da opressão:
Esta obsessão cega de possuir!
E assim anular as paisagens impuras
Desta obrigação de retrair
Nossos sonhos, paixões... Tudo, enfim!
As guerras: ignorante ditadura de berberelas,
Cujo Capitalismo é o bicho preferido:
- estimação de uns; pesadelo para tantos!
Faz-nos protagonistas de um espetáculo infeliz;
Um filme holiwoodiano que leva nossos meninos
Como tolos mocinhos em direção à morte...
Futuros heróis esquecidos!
Guardam no peito sem medalhas
A dor de amores perdidos em batalha...
Ó Criador destas pobres criaturas,
Traga-nos de volta a candura (?)
Dos primatas extintos
Que não conheceram o dinossauro
Chamado Terrorismo!


Eliane Santana
Enviado por Eliane Santana em 01/09/2007
Código do texto: T634270

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Sobre a autora
Eliane Santana
São Paulo - São Paulo - Brasil, 41 anos
69 textos (2859 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 13/12/17 07:49)
Eliane Santana