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A DOCE LUZ E O APAGÃO


Neste ano de 2007 o Brasil voltou a ter a ameaça de “apagão”. Palavra criada para caracterizar o que em inglês chamamos de blackout, ou seja, desligamento geral do sistema elétrico. Esse fato no Brasil está previsto para ocorrer inicialmente no sistema elétrico da região sudeste, nordeste e centro oeste, devido a diminuição do nível de água nas barragens construídas com a finalidade de gerar energia elétrica para essas regiões. E essa escassez de água é atribuída ao fato de ter havido diminuição nos índices de precipitação pluviométrica nas regiões onde se localizam as barragens. Vamos aproveitar a oportunidade para falar sobre a luz, sua importância e também sobre o que está previsto acontecer com a mesma num futuro próximo.

O Brasil é um país altamente privilegiado em matéria de água, já que detêm um quinto da água doce do planeta. E esta, segundo alguns estudiosos, corresponde a dois por cento de toda a água do planeta, que é coberto por dois terços de água, ou seja, sessenta e seis por cento da superfície do globo terrestre é constituído de água. Apesar disso, não temos um índice plausível de água potável em redes de abastecimento nos lares. E se não temos água potável em todos os lares, apesar da abundância desse precioso líquido, quanto mais rede de esgotos!

Aproveitando o potencial hidrelétrico do Brasil, os governantes optaram por essa forma econômica de geração de energia para prover com eletricidade os lares, comércio e industrias. Pois caso se não aproveitasse esse potencial hidráulico, haveria necessidade de se buscar outras fontes alternativas de produção, tais como: geradores movidos a óleo diesel, geradores movidos com a queima de madeira, carvão mineral, gás, pneus descartados, biomassa, etc. Esses mais poluentes e mais caros, do ponto de vista econômico, o que resultaria em maior custo da energia para o consumidor, e conseqüente aumento do preço dos bens e produtos aqui gerados, menor capacidade de competição no mercado internacional dos produtos aqui fabricados, e mais pobreza.

Mas o custo da implantação de uma hidrelétrica de médio e grande porte é caro, leva um tempo considerável e, normalmente, depende de financiamentos externos, além de enfrentar a oposição de alguns segmentos sociais influenciados por organismos internacionais com intenções nem sempre claras ou nem sempre sinceras. E o caso de alguns líderes religiosos que têm combatido e induzido pessoas que lideram a se oporem a isso, ou seja, a construção de barragens, devido deterem a tecnologia da energia nuclear e estarem aqui para trabalhar em beneficio não do povo brasileiro, mas do governo e do país de onde descendem.

A situação ainda não é caótica, mas já começa a preocupar. Pois uma barragem leva bastante tempo para encher. Esse tempo chega a quatro anos. E como os reservatórios já estão com apenas um terço do que seria ideal, deve-se esperar que essa crise demore, se é que se poderia dizer que é uma crise. Dizemos isso porque crise é passageira. E embora não queiramos fazer alarde, entretanto prevemos aquilo que está sentenciado nas Sagradas Escrituras. Rm. 3:27, ú.parte.

Numa sociedade como a nossa, superdependente dos sistemas criados pelos governos e pela ciência, é difícil nos imaginarmos sem energia elétrica. Pois dela dependem o abastecimento de água encanada, o telefone, a televisão, a internet, os sistemas de refrigeração, além dos hospitais, supermercados, frigoríficos, etc. Mas é bom que se considere que isso tudo está com seus dias contados. E a ciência, que tem procurado dar uma resposta e solução para tudo, não poderá resolver os problemas que advirão em breve.

Enquanto tudo vai bem ou permite viver em condições razoáveis, o homem esquece de que existe um ser que propicia essa condição ou situação. E ainda que muitos se considerem filhos de Deus, poucos são os que lhe tem sido gratos por tudo o que Ele tem provido. Uma grande parcela tem atribuído o seu bem estar á ciência, e não agradecem a Deus de forma sincera por tudo o que ele lhes tem concedido, e que não tem sido pouco, comparando-se com as gerações passadas. E agora, quando a situação atual não é de alegria e até de preocupação, alguns culpam os céus pelas adversidades, chegando a atribuir a um tal de Pedro a culpa pelo fato de não ter havido chuvas onde elas eram desejadas.

Pra começar, é um engano pensar-se que ao apóstolo Pedro foi dada a responsabilidade de fazer chover As Sagradas Escrituras dizem que pelo conhecimento de Deus as nuvens gotejam orvalho. Pv. 3:20. E em outra Escritura diz: Porventura há, entre as vaidades dos gentios, alguém que faça chover? Ou podem os céus dar chuvas? Não és tu, ó Senhor nosso Deus? Portanto em ti esperamos, pois tu fazes todas estas coisas. Jr. 14:22.

Mas o engano e vaidade dos homens os têm levado a imaginarem coisas vãs, e a desprezarem aquele que é poderoso, e de quem dependemos para comer, beber, e viver; que nos dá a luz do sol e a luz dos olhos, mas que também fará isso cessar para alguns. E por que isso Ele fará? A principal causa será pelo desprezo que esses mesmos homens têm dado à sua luz.

Existe alguém que pretendendo não ofender a Deus, diga que Ele não é mau, e que, portanto, não fará isso. Mas não devemos ser fanáticos, nos deixando levar por pensamentos vaidosos ou por ensinos que não estejam de acordo com aqueles exarados nas Sagradas Escrituras. Pois lá está escrito que toda Escritura é inspirada por Deus. II Tm. 3:16. E que homens santos de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo. II Pe. 1:21. Sendo assim, vamos então recorrer a elas e ver quem fez a luz e o que está previsto acontecer com ela.

No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia: e havia trevas sobre a face do abismo. e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que era boa a luz e fez Deus separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã. o dia primeiro. Gn. 1.1-5.

Teu é o dia e tua é a noite; preparaste a luz e o sol. SI. 74:16.

Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio um mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas. Is. 45 7.

Ora, diz a Escritura:

Certamente suave é a luz, e agradável é aos olhos ver o sol. Ec. 11:7

Como sabemos, a luz é necessária à vida. Pois pela luz do sol os vegetais realizam a fotossíntese, ou seja, sintetizam os seus alimentos, e os organismos vivos sintetizam algumas coisas necessárias a vida, como a vitamina “D”, que é sintetizada no ser humano a partir da reação do sol com a gordura existente sob a pele humana.

Segundo as Sagradas Escrituras, Jesus fez a seguinte previsão:

E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. Mt. 24:29 e 30.

Também dizem as Sagradas Escrituras:

Porque as estrelas dos céus e as suas constelações não darão a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não resplandecerá com a sua luz. E visitarei sobre o mundo a maldade, e sobre os ímpios a sua iniqüidade; e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos. Farei que o homem seja mais precioso do que o ouro puro, e mais raro do que o ouro fino de Ofir. Por isso farei estremecer os ceus; e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor do Senhor dos Exércitos, e por causa do dia da sua ardente ira. E cada um será como a corça que foge, e como a ovelha que ninguém recolhe; cada um voltará para o seu povo, e cada um fugirá para a sua terra. Todo o que for achado será transpassado; e todo o que se unir a ele cairá àespada. E suas crianças serão despedaçadas perante os seus olhos; as suas casas serão saqueadas, e as suas mulheres violadas. Eis que eu despertarei contra eles os medos, que não farão caso da prata, nem tampouco desejarão ouro. E os seus arcos despedaçarão os jovens, e não se compadecerão do fruto do ventre; os seus olhos não pouparão aos filhos. Is. 13:10-1 8.

Mas será que isso será por breve tempo? Veja:

Porém, se o homem viver muitos anos, e em todos eles se alegrar, também se deve lembrar dos dias das trevas, porque hão de ser muitos. Ec. 11:8.

Portanto:

Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento; antes que se escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva. Ec. 12:1 e 2.

Mas alguém poderia objetar que essa porção bíblica é figurativa e que, portanto, não devemos temer. Então vamos recorrer a outra que fala de forma clara o que acontecerá com a luz, veja:

E farei desaparecer dentre eles a voz de gozo, e a voz de alegria, a voz do esposo, e a voz da esposa, como também o som das mós, e a luz do candeeiro. Jr. 25:10.

E para que ninguém pense que isso acontecerá apenas com o candeeiro, coisa já pouco usual, leiamos essa outra porção bíblica:

E bramarão contra eles naquele dia, como o bramido do mar; então olharão para a terra, e eis que só verão trevas e ânsia, e a luz se escurecerá nos céus. Is. 5:30.

Como vimos, essa ocorrência será generalizada, pois se refere à terra e aos céus.

Quando Deus falou inspirando o profeta, ele não quis dizer que se devia lembrar dele pensando nele, mas que devemos lembrar da sua lei que o representa e que é como ele próprio, e por meio da qual nós podemos ser sábios para a vida eterna e podemos alcançar a medida de varões perfeitos, chegando à plenitude do conhecimento do Filho de Deus.

Mas essa luz do sol também será maléfica em certo tempo, veja:

E a luz da lua será como a luz do sol, e a luz do sol sete vezes maior, como a luz de sete dias, no dia em que o Senhor ligar a quebradura do seu. povo, e curar a chaga da sua fenda. Is. 30:26.

E o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo. E os homens foram abrasados com grandes calores, e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória. Ap. 16:8 e 9.

Isso ocorrerá na fase final dos juízos de Deus sobre os homens, mas antes haverá outras ocorrências gradativas, veja:

E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue; e as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir? Ap. 6:12-17.

Assim, considere aquilo que ele já tem revelado e que não mais pode ser retirado, ultrapassado ou anulado. Pois, como disse Jesus, “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar”. Lc. 21:33.
oliprest
Enviado por oliprest em 03/09/2007
Código do texto: T636577
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oliprest
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