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A procissão

Não importa o tempo desta descrição,
Importa a dramática situação.
Você, sonho e sua procissão,
Não era uma alucinação...

No tempo decorrido, madrugada,
O ser estabeleceu na memória;
Uma verdade acontece eu vivia.
O mundo desconhece outra vida?

Um vidente de olhos abertos,
Na noite trêmula que se vai...
Na janela me detenho, passos.
Na cidade adormecida, vozes...

Acordados, aqueles que ai vai...
Na procisão que segue na noite,
Que me faz lembrar um viajante;
Orando para poder chegar...

Em cada olhar que se volta,
Para meu rosto reconhecer
Descubro são jovens, velhos,
Crianças; ricos e pobres a orar.

Agora são todos iguais...
Na procissão a caminhar!
Deixaram a vida uma a uma,
De diferentes formas ...

Deixaram na minha vida;
Um sorriso, uma lágrima,
Uma saudade infinita de dor,
Que eu não posso apagar...

Por isso no torpor dessa hora,
Me deixo esvair sem sentidos,
Não dou conta do que acontece,
No chão desperto próximo a janela.

Palco que me fez espectador,
De tão macabro cortejo...
Me fez ter medo; do que não conheço;
Mas, que será cenário de todos um dia.

Quem por ventura pensa,
Que nunca irá adormecer...
Esse é o sono da eternidade,
Que um todos iremos ter!...
                                        cilene
Cilene de Castro Dano
Enviado por Cilene de Castro Dano em 03/09/2007
Código do texto: T637173
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Cilene de Castro Dano
Presidente Prudente - São Paulo - Brasil, 75 anos
93 textos (5185 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 14/12/17 01:19)