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Busca do Irmotal - 2: Fênix

A busca do imortal:
II - A fênix

Apaixonei-me por cinzas
Por beijos amargos e padronizados
Minha alma caminha por cacos envenenados, na esperança de encontrar a fênix, que a reanimaria os batimentos,
Mas lá ela não tem asas, apenas algumas penugens e pensamentos conturbados.

Não há razão para renascer, disse-me ela
Quando se mata o amor, nunca mais se torna, se retorna, não tem volta
Vem a chuva e as nuvens enegrecidas jorrando gotas de decepções para estúpidos como eu
Foi um crime da sua parte, ter me arrastado até aqui só com meu amor e alguns poemas singelos, acalmar essa revolta.

Por mais que eu saiba, do perigo que esse caminho me reserva
Tenho sã consciência de que essa estrada vai me conduzir a um lugar, que eu não quero voltar
Mas meus pulsos estão atados, e algo me puxa, me empurra e me guia
Rumo a caminhos tortuosos, plantando sementes gastas de esperança num solo infértil.

Enquanto o brilho dos meus olhos vai se esvaecendo
Eu berro até as minhas cordas vocais ficarem gastas “eu me rendo!”
Fundo-me com esse deserto, e juntos viveremos uma mentira, cá entre nós, bela mentira. Quem foi que disse que uma tragédia não possui sua beleza?
Não ouço seu lamento, e o meu já se perdeu nesse ar seco e com gosto de ferrugem, só existe um eco distante perdido num horizonte sedento, me lembrando que eu me entreguei dizendo: “Eu me rendo, Eu me rendo, Eu me rendo”

O que dá em mim? Que tipo de feitiçaria é essa?
Eu sei, que sofrimento me aguarda do outro lado do portal
Nunca se tratou de querer, minhas vontades estão alheias a minhas ações, trata-se de poder
E eu não posso, portanto caminho sozinho procurando, imaginando por essa eternidade abissal
Começo minhas andanças em terras estranhas e perigosas
Entre a fênix e lobos começa meu legado, a busca do imortal.
Saulo Matos
Enviado por Saulo Matos em 06/09/2007
Reeditado em 11/09/2007
Código do texto: T641378

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Sobre o autor
Saulo Matos
Itaboraí - Rio de Janeiro - Brasil
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Saulo Matos