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Silêncio das Pedras

                         


                                 
                Vago só e calado...
Se o canto me vem, o sufoco, se o riso nasce, aborto.
Não há forças pro canto, não há razão para o riso. Onde se via o verde-esperança, hoje se vê o cinza-saudade, onde se ouvia o canto dos pássaros, hoje só há o silêncio das pedras...
Pedras que piso e cortam pelos pés tornando rubro o caminho. A cada passo sinto a vida de meu ser se derramando... Sou também caminho de pedras sem vida, sem sentido... Principio do nada e findo em lugar nenhum.  Qual este caminho é, sou eu: frio, rígido, silencioso,,,Escoa enfim, de mim, toda a vida...deito-me sobre o caminho e me dissolvo...
Não me torno pó, e sim pedra..
Sou agora parte pedra do caminho...
Do caminho sou pedra...
                                                              03/05/1996
tilo
Enviado por tilo em 18/09/2007
Código do texto: T658297
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Sobre o autor
tilo
Ribeirão das Neves - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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